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50 militares brasileiros deixam Haiti e voltam ao país

Após 19 dias do terremoto de magnitude 7 que vitimou 18 companheiros e devastou o Haiti, 50 militares brasileiros que integravam a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) voltaram ao Brasil. Eles foram homenageados pelo Comando do Exército e reencontraram os familiares. Na bagagem, os militares trouxeram a lembrança da tragédia […]

Arquivo Publicado em 31/01/2010, às 21h55

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Após 19 dias do terremoto de magnitude 7 que vitimou 18 companheiros e devastou o Haiti, 50 militares brasileiros que integravam a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) voltaram ao Brasil. Eles foram homenageados pelo Comando do Exército e reencontraram os familiares.

Na bagagem, os militares trouxeram a lembrança da tragédia e o desejo de que a mobilização internacional seja capaz de realizar uma rápida reconstrução das cidades atingidas pelo tremor. Segundo o sargento Edson Luiz, agora, a evolução social que o país vinha apresentando se perdeu.

“O nosso sentimento era de que até o acontecido, aos poucos, o país estava se organizando, que as coisas estavam melhorando, que a violência estava diminuindo. Com o terremoto, tudo se perdeu e voltou à estaca zero”, disse.

No dia 12 de janeiro, quando ocorreu o terremoto, o sargento estava na base milita do Brasil, e sentiu a terra tremer levemente porque a estrutura do local era reforçada. Ele foi um dos responsáveis pelo atendimento da enfermeira Jean Baptiste. Ela estava grávida e foi retirada dos escombros do hospital em que trabalhava três dias depois do terremoto. “É uma emoção indescritível. Todo mundo se emocionou bastante quando ela chegou na base”, disse.

Emoção, que segunda a esposa do sargento, Nancy Andrade, ela vive hoje. “Foi um período bastante complicado. Passeis dois dias sem ter notícias dele quando aconteceu o terremoto. Nossos filhos estavam viajando, eu estava sozinha. Foram momento de muita apreensão, mas agora é só alegria”, afirmou.

Para o cabo Diniz, a volta para Casa foi como um “renascimento” porque teve a oportunidade de conhecer seu filho Cauã, de 4 meses. “Só o conhecia por foto e era a coisa que eu mais pensava naquele momento de como seria o encontro com ele e com o resto da família”, disse.

Os 50 militares passaram sete meses trabalhando no Haiti e agora terão 30 dias de férias. O agrupamento é formado por militares de Brasília, Goiânia, Ipameri (GO) e Araguari (MG).

Antes do terremoto, 1.266 militares brasileiros atuavam na missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no país caribenho. Segundo o Exército, 1.118 já foram substituídos. Na próxima semana, os últimos 130 militares brasileiros que estavam no Haiti no dia do tremor retornam ao Brasil.

Reforço

O Exército informou neste domingo que o reforço de 900 militares brasileiros para integrarem a missão humanitária da ONU no Haiti deve desembarcar por lá até o início de março.

Segundo o comando do Exército, 750 militares são fuzileiros e outros 150 militares são da polícia do Exército. No período do carnaval, eles ficarão concentrados no Rio de Janeiro e passaram por um treinamento específico para atuarem na região. A maioria desses novos militares já esteve em outras missões no Haiti e vão atuar na distribuição de alimentos, nas ajudas às vítimas do terremoto e nas medidas de reconstrução do país caribenho.

O Exército brasileiro ainda tem uma reserva de outros 400 homens que estão de prontidão para seguirem ao Haiti se o governo brasileiro considerar a necessidade de um novo reforço de contingente.

Jornal Midiamax