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20 anos do ECA: pai e mãe esperam há um mês pela filha desaparecida

Em MS, o Caso Lívia pode ser considerado um exemplo de que há muito a se fazer pela defesa dos direitos das crianças. Nesta terça-feira, 13 de julho, está completando trinta dias que a menina Lívia Gonçalves Alves, 7, saiu para ir à casa da tia – distante pouco mais de 300 metros de sua residência – e não mais retornou

Arquivo Publicado em 13/07/2010, às 11h23

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Em MS, o Caso Lívia pode ser considerado um exemplo de que há muito a se fazer pela defesa dos direitos das crianças. Nesta terça-feira, 13 de julho, está completando trinta dias que a menina Lívia Gonçalves Alves, 7, saiu para ir à casa da tia – distante pouco mais de 300 metros de sua residência – e não mais retornou

Hoje o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) completa 20 anos. Lei que exige total proteção das crianças brasileiras foi criada para reverter o quadro de abandono, abusos e descasos.

Em Mato Grosso do Sul, o Caso Lívia pode ser considerado um exemplo de que há muito a se fazer pela defesa dos direitos das crianças. Leia matéria abaixo publicada pelo jornal de Corumbá, www.diarionline.com.br:

Nesta terça-feira, 13 de julho, está completando trinta dias que a menina Lívia Gonçalves Alves, 7, saiu para ir à casa da tia, na rua 15 de Novembro – distante pouco mais de 300 metros de sua residência, no bairro Cristo Redentor – e não retornou mais. Durante este mês diversas versões surgiram, mas as investigações seguem em sigilo pela Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e do Idoso (Daiji).


“Este um mês de investigações foi de trabalho intenso. Recebemos a denúncia de desaparecimento da menina no dia 14 de junho, ao meio-dia e desde então estamos investigando. Não passamos as informações obtidas para não atrapalhar as investigações, que seguem em sigilo. Não temos prazos para o caso, nosso foco neste momento é localizar a criança, para isso, estamos trabalhando”, afirmou a delegada Priscila Anuda Quarti Vieira a este Diário.


A mãe de Lívia, Elizandra Gonçalves enfatizou os momentos de maior desespero, durante este um mês de procura. “Até hoje, o pior dia é o domingo, porque lembramos que foi neste dia ela desapareceu. A impressão é que a qualquer momento ela irá bater em casa, me chamando, que de uma forma inesperada, ela pode entrar correndo em casa”, declarou a mãe em entrevista ao Diário.


Nestes trinta dias, a família – com o auxílio de conhecidos e até de desconhecidos – promoveu buscas em locais onde supostamente a menina estaria. Houve ainda passeata na tentativa de mobilizar a sociedade a dar alguma pista sobre o paradeiro da criança. Mas, nenhuma destas atitudes resultou em informações concretas.


“Tivemos grandes ajudas nestes dias de procura, de pessoas conhecidas, desconhecidas, foram muitas pessoas que contribuíram conosco. Mas também recebemos diversos trotes, as pessoas informavam locais errados, faziam muitas brincadeiras de mau gosto, porém, hoje estas situações embaraçosas acabaram. Não imaginava que o sumiço de minha filha durasse tanto tempo assim. Houve dias em que nossos corações tiveram certeza que Lívia iria aparecer, mas foi em vão. Acreditamos agora nas investigações da Polícia. Paramos de procurá-la por conta própria, agora somente a Polícia poderá encontrá-la e espero que seja em breve, porque nossa vida mudou completamente, não trabalhamos direito, vivemos à espera de alguma notícia, ainda é um desespero”, frisou Elizandra.


 Lívia saiu no dia 13 de junho, por volta das 13h30, para ir até a casa da tia, que fica na rua 15 de Novembro, no bairro Cristo Redentor, em frente ao CAIJ. Desde então, a família não teve mais notícias da garota. No dia em que desapareceu, usava um macacão com flores laranjadas, ela é morena, magrinha e tem cabelos curtos.


Pedofilia


No dia 23 de junho, a delegada responsável pelo caso Lívia, Priscila Anuda Quarti Vieira, da Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso (Daiji), informou a este Diário que um homem de 64 anos foi preso, acusado de praticar abusos e explorar sexualmente crianças e adolescentes. O suspeito, que não teve a identidade informada foi investigado sobre a hipótese de envolvimento no desaparecimento de Lívia Gonçalves Alves. Neste começo de julho, outro suspeito foi detido e o envolvimento dele no caso Lívia segue sob investigação.


“No caso pedofilia, que é diferente do caso Lívia, já obtivemos quatro inquéritos instaurados, e nosso objetivo é prosseguir com as investigações. Até o momento, 11 vítimas de pedofilia foram identificadas. Assim que obtivermos mais informações e inquéritos, faremos um comunicado a toda a imprensa local”, afirmou a delegada.






Jornal Midiamax