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Uruguaios fazem greve geral contra novo pacote

O Uruguai enfrenta uma greve geral contra a votação no Legislativo de medidas econômicas impopulares, como aumento de impostos. A greve geral começou às 11h e deve se estender noite adentro. Também houve manifestações por causa da visita de uma missão do FMI e de rumores sobre a adoção do curralzinho (o sistema usado na […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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O Uruguai enfrenta uma greve geral contra a votação no Legislativo de medidas econômicas impopulares, como aumento de impostos. A greve geral começou às 11h e deve se estender noite adentro.
Também houve manifestações por causa da visita de uma missão do FMI e de rumores sobre a adoção do curralzinho (o sistema usado na Argentina que retém os depósitos bancários), uma medida negada pelo governo uruguaio.

Os funcionários públicos nacionais e municipais deixaram de trabalhar. As escolas públicas não funcionaram; as particulares, sim. Os setores mais afetados pela greve foram saúde (só foram atendidas emergências), transporte coletivo urbano e bancos (saques foram possíveis apenas em caixas eletrônicos).

Como o Senado aprovou as medidas, e os deputados devem referendar a decisão na próxima segunda-feira, a central resolveu estender o protesto.

A atual crise já custou ao Uruguai uma queda de 18,73% nos seus depósitos em moedas estrangeiras, o equivalente a US$ 2,5 bilhões. Com os ajustes que estão sendo apreciados no Legislativo, incluindo novos impostos, aumentos de alíquotas e inclusão de setores antes isentos, o governo pretende arrecadar US$ 230 milhões e reduzir o déficit fiscal.

Informações da Agência Folha.

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