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Serra: “Sou apoiado pelo governo, não candidato oficial”

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teve comportamentos distintos de “governista” e alguns de “oposição” durante a sabatina promovida nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. Ao mesmo tempo que afirmava ser um candidato que tem apoio do governo, defendeu os bancos e disse que manteria Armínio Fraga à frente do Banco Central, […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teve comportamentos distintos de “governista” e alguns de “oposição” durante a sabatina promovida nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. Ao mesmo tempo que afirmava ser um candidato que tem apoio do governo, defendeu os bancos e disse que manteria Armínio Fraga à frente do Banco Central, o tucano “cutucou” as altas taxas de juros e defendeu controle rígido dos preços da Petrobras.

Tentando mostrar uma dose de independência, apesar de ser o candidato de FHC à sucessão presidencial, Serra fez questão de afirmar que era um candidato apoiado pelo governo federal, não um candidato oficial. “O governo não é um partido político. Sou apoiado pelo Fernando Henrique e por muitos ministros, mas o governo não é um partido”.

Sobre um eventual governo Serra, o candidato deu tratamento diferenciado aos dois principais nomes da área econômica de FHC. O tucano disse que iria manter Fraga no BC para “levar tranquilidade ao mercado”. Serra elogiou as qualidade de Fraga, tratou-o como uma pessoa “competente” e elogiou o desempenho dele à frente do BC.

Mas o mesmo não foi feito com relação a Pedro Malan, ministro da Fazenda. Sobre ele, preferiu desconversar e disse que não iria anunciar o ministério antes de ganhar a eleição. Serra alegou que isso poderia “dar azar”.

Serra foi o último presidenciável a ser sabatinado pelos jornalistas da Folha de S.Paulo. Lula foi ouvido na segunda, Ciro Gomes, na terça, e Anthony Garotinho, ontem. Com informações da Folha Online.

Jornal Midiamax