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Programa “Mãe Canguru” será desenvolvido na Capital

Uma experiência pioneira no Brasil será desenvolvida agora em Campo Grande. O programa “Atenção Humanizada ao Recém Nascido de Baixo Peso” – mais conhecido como Mãe Canguru, em função da posição em que o bebê fica em contato direto com a mãe durante o tratamento – será desenvolvido em alguns hospitais da cidade. Para isso, […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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Uma experiência pioneira no Brasil será desenvolvida agora em Campo Grande. O programa “Atenção Humanizada ao Recém Nascido de Baixo Peso” – mais conhecido como Mãe Canguru, em função da posição em que o bebê fica em contato direto com a mãe durante o tratamento – será desenvolvido em alguns hospitais da cidade.

Para isso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) promove na próxima semana, nos dias 10, 11 e 12, um curso de capacitação para funcionários das Unidades de Tratamento Intensivo e berçários da Santa Casa, Hospitais Universitário e Regional e Maternidade Cândido Mariano. O evento acontece no auditório da Unimed, na Rua Goiás, das 7h30mis às 11h30min.

O programa surgiu no início dos anos 80, na Colômbia, quando problemas graves com crianças prematuras acabavam causando a morte da maioria. Os médicos começaram a deixar então estes bebês nascidos antes do tempo com suas mães, que os deitavam no peito, na posição vertical, 24 horas por dia – ou o maior tempo possível. Surgiu daí o nome “Mãe Canguru”.

O contato direto da mãe com o bebê, chamado de pele a pele, melhora o vínculo entre mãe e filho e o aleitamento materno; diminui o índice de infecção hospitalar; possibilita um melhor desenvolvimento psico-motor; faz com que o bebê ganhe mais peso em menos tempo, fazendo com que a alta do pequeno paciente aconteça mais rápido.

O Ministério da Saúde capacitou cinco profissionais dos hospitais credenciados como referência de alto risco em Mato Grosso do Sul. A Secretaria então reuniu estes profissionais, que decidiram repassar os conhecimentos adquiridos, ampliando o número de funcionários capacitados.

São esperados 35 profissionais. No entanto, a Secretaria não descarta a possibilidade de promover o curso novamente para atender a demanda. Segundo informações da SES, o Ministério da Saúde promoverá, em novembro, outro curso para as instituições, no Hospital Universitário, em Campo Grande.

Jornal Midiamax