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Madre Paulina: Brasil tem sua primeira Santa

FHC e Ramez Tebet participaram da cerimônia

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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FHC e Ramez Tebet participaram da cerimônia

Madre Paulina já é a primeira santa brasileira. Numa cerimônia emocionante, acompanhada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, uma comitiva de parlamentares, entre eles o Presidente do Congresso senador Ramez Tebet (PMDB,) e cerca de 2.500 turistas e peregrinos brasileiros, Irmã Paulina foi nomeada santa pelo Papa João Paulo II na madrugada de hoje. O ato oficial aconteceu por volta das 5h de Brasília, na Praça São Pedro, no Vaticano.

Durante a cerimônia no Vaticano, fiéis emocionados empunharam bandeiras nas cores verde e amarela. Enquanto no Brasil, devotos de Madre Paulina rezaram e comemoram a santificação no santuário de Nova Trento, em Santa Catarina, cidade onde a freira italiana viveu e manifestou seus primeiros milagres. Hoje, é dia de festa na pequena cidadezinha do Sul do país: pela manhã uma missa campal reuniu cerca de 15 mil fiéis, de acordo com a Polícia Militar. À tarde, haverá uma missa festiva às 16h e apresentações da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina e de grupos religiosos locais.

Em entrevista coletiva em Roma, o presidente Fernando Henrique disse que a primeira santa do Brasil vai reforçar a amizade entre o país e a Itália.

– A madre Paulina nasceu aqui na Itália, viveu no Brasil e reforça a amizade entre as duas nações. As relações entre os dois países são muito boas. O maior contingente de descendentes de italianos no exterior está no Brasil, são 25 milhões.

Fernando Henrique revelou o que pediria à Santa Paulina:

– Pediria que ajudasse o nosso povo e ajudasse o mundo na paz. Vivemos um momento em que o mais importante para todos, inclusive para o brasileiro, é que haja paz.

A santificação de Irmã Paulina é a realização de um sonho antigo de muitos fiéis. A religiosa que se tornou a primeira santa brasileira nasceu na Itália em 1865, veio para o Brasil com os pais aos 10 anos e foi batizada como Amabile Lucia Visintainer. Em Vígolo, pequeno distrito da cidade de Nova Trento, em Santa Catarina, ela viveu sua missão religiosa. Ali fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Os milagres de Madre Paulina começaram a surgir dias depois de sua morte, ocorrida em São Paulo, em 1942. Entre indas e vindas, o processo de canonização de Irmã Paulina vinha se arrastando desde 1965.

Com a canonização de Irmã Paulina, Nova Trento deverá tornar-se a segunda cidade religiosa mais visitada do Brasil, atrás apenas da paulista Aparecida do Norte.

Esta semana, durante o Seminário para Desenvolvimento Turístico Regional, realizado em Vígolo, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição apresentou o projeto de construção do novo Santuário Santa Paulina, que deve ser iniciado após a canonização da religiosa. Ele terá cerca de 7 mil metros quadrados de área construída. Será erguida uma basílica com capacidade para 3 mil pessoas na nave principal, 150 pessoas na capela de Santa Paulina e cem na capela do Santíssimo.

Jornal Midiamax