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FIFA pode punir Rivaldo por ter simulado bolada no rosto

A Fifa anunciará às 23h de hoje(horário de Brasília) se punirá ou não o brasileiro Rivaldo, por1uma bolada no rosto na vitória sobre a Turquia. A bola bateu na coxa do jogador, no lance em que o turco Hakan Unsal foi expulso. – O assunto será discutido nesta quarta – disse o porta-voz da Fifa, […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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A Fifa anunciará às 23h de hoje(horário de Brasília) se punirá ou não o brasileiro Rivaldo, por1uma bolada no rosto na vitória sobre a Turquia. A bola bateu na coxa do jogador, no lance em que o turco Hakan Unsal foi expulso.

– O assunto será discutido nesta quarta – disse o porta-voz da Fifa, Kenneth Cooper, sendo que no Brasil ainda será terça-feira. A entidade também vai se reunir para analisar a atuação do árbitro da partida, Young Kim Joo.

Um porta-voz da entidade dissera, na manhã desta terça-feira (horário da Coréia), que o comitê disciplinar da entidade estudaria cuidadosamente a atitude de Rivaldo.

No Rio de Janeiro, o ex-árbitro Armando Marques, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF e instrutor de árbitros da Fifa, diz que Rivaldo pode tomar um cartão amarelo.

– O Rivaldo pode ser punido por simulação. Ele induziu o árbitro ao erro. A simulação é uma das principais preocupações da Fifa – disse Marques.

De acordo com Armando Marques, a fita do lance precisa ser analisada pela Comissão de Arbitragem da Fifa. Se a decisão sair antes do jogo de sábado, contra a China, e Rivaldo tomar um cartão amarelo na partida, ele estará suspenso para a partida contra a Costa Rica, se receber a segunda advertência, diz Marques.

Segundo ele, os turcos também podem solicitar a absolvição de Unsal, que foi expulso neste lance.

– Se a Turquia quiser, pode reclamar e absolver o seu jogador, o que não será muito difícil, afinal de contas a bola bateu na perna e o Rivaldo simulou que foi no rosto – disse.

Mas Armando Marques, que classificou a atuação do árbitro Kim Young-Joo como ‘bastante infeliz’, afirmou que motivos políticos podem impedir a punição.

– Pelo regulamento, a Fifa pode punir o jogador brasileiro, mas isso pode não acontecer, já que não podemos esquecer que o presidente vencedor das eleições da Fifa (Joseph Blatter) foi apoiado pelo Brasil e temos na Fifa o vice-presidente da comissão de arbitragem (Ricardo Teixeira) – afirmou. Acho feio ganhar ajudado, o Brasil não precisa disso – completou.

Reuters

Jornal Midiamax