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EUA ajudaram Iraque a produzir armas químicas

Um programa secreto dos Estado Unidos assessorou militarmente Bagdá em 1980, mesmo com as agências de inteligência sabendo que o Iraque podia usar armas químicas na guerra contra o Irã. A informação foi divulgada na edição de hoje do jornal The New York Times. Enquanto os funcionários norte-americanos condenavam publicamente o emprego por parte do […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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Um programa secreto dos Estado Unidos assessorou militarmente Bagdá em 1980, mesmo com as agências de inteligência sabendo que o Iraque podia usar armas químicas na guerra contra o Irã. A informação foi divulgada na edição de hoje do jornal The New York Times.

Enquanto os funcionários norte-americanos condenavam publicamente o emprego por parte do Iraque do gás de mostarda, sarin, VX e outros agentes venenosos, oficiais militares disseram que Washington continuava, paralelamente, um programa altamente classificado, no qual mais de 60 oficiais da Agência de Inteligência da Defesa transmitiram ao Iraque informações detalhadas dos deslocamentos do Irã, planos táticos para combates e projetos para ataques aéreos.

O programa foi apoiado pelo ex-presidente Ronald Reagan, seu então vice-presidente George Buch e um alto funcionário da segurança nacional, informou o jornal.

O Iraque usou gases tóxicos na guerra contra o Irã, que durou de 1981 a 1988, fato que tem sido usado pelo presidente George W. Bush e seus altos oficiais militares para justificar a troca de regime político em Bagdá.

Durante a guerra Irã-Iraque, ps Estados Unidos decidiram que era ponto predominante impedir que o Irã controlasse a importante produção de petróleo nos Estados do Golfo Pérsico.

O programa foi executado num momento em que figuravam entre os principais ajudantes do presidente Reagan o Secretário de Estado George Shultz, o Secretario de Defesa Frank Carlucci e el general Colin Powell, que depois, como conselheiro de Segurança Nacional, condenou publicamente o uso de gases tóxicos no iraque, especialmente em seus ataques aos curdos em Halabja em março de 1988.

Jornal Midiamax