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Argentina vence a Nigéria com gol de Batistuta

Ao contrário do que fez a França na estréia, a Argentina não decepcionou. Um das favoritas ao título mundial, a seleção do técnico Marcelo Bielsa abriu o Grupo F, conhecido como o “grupo da morte”, com uma vitória de 1 a 0 sobre a Nigéria. O gol foi feito pelo veterano Gabriel Batistuta, aos 18min […]

Arquivo Publicado em 01/01/2000, às 12h00

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Ao contrário do que fez a França na estréia, a Argentina não decepcionou. Um das favoritas ao título mundial, a seleção do técnico Marcelo Bielsa abriu o Grupo F, conhecido como o “grupo da morte”, com uma vitória de 1 a 0 sobre a Nigéria.

O gol foi feito pelo veterano Gabriel Batistuta, aos 18min do segundo tempo, em uma cabeçada após cobrança de escanteio. Apesar da vitória magra, a Argentina deu uma demonstração de força no Kashima Stadium, em Ibaraki, e poderia ter feito outros gols.

O time mostrou uma vontade de vencer impressionante e uma disposição tática praticamente perfeita – os atacantes e meias marcam a saída de bola adversária, enquanto a defesa passa segurança. Na armação ofensiva, Verón e Sorín se destacam e dão o toque de classe.

Antes do jogo a Argentina sofreu um baque. O zagueiro titular Roberto Ayala, com dores musculares, foi vetado no vestiário e deu lugar a Diego Placente – o lateral do Bayer Leverkusen.

Desde o primeiro minuto, a equipe argentina mostrou muito ímpeto ofensivo, indo para cima da equipe nigeriana. Verón e Ortega chamavam para a si toda a responsabilidade da armação de jogo no meio campo.

O primeiro chute correto a gol, porém, só saiu aos 20min. O goleiro da Nigéria, Shorunmu, saiu jogando errado e deu a bola nos pés de Batistuta. O atacante avançou, entrou na área e bateu. Shorunmu se recuperou e fez a defesa.

A primeira grande jogada da Nigéria aconteceu apenas aos 32min. Okocha, o craque do time, passou por Verón e Sorín e chutou de fora da área, mas Cavallero espalmou, em uma grande defesa. Depois da cobrança de escanteio, a bola sobrou para Yobo, que chutou de fora da área com bastante perigo.

A Argentina voltou ao segundo tempo com uma substituição: o atacante Cláudio López, muito apagado em campo, deu lugar a Kily González, astro do Valencia e titular durante quase toda a eliminatória sul-americana.

A troca deu mais mobilidade à Argentina, já que Sorín ficou mais livre para fechar pelo meio. A primeira chance de gol na etapa final veio aos 2min, após escanteio cobrado por Verón. A bola atravessou a área e Batistuta quase marcou, de carrinho. Aos 16min, Sorín recebeu na área e chutou forte, mas o goleiro Shorunmu, destaque da Nigéria, espalmou.

Aos 18min, finalmente, saiu o gol. No nono escanteio conquistado pela Argentina, Verón bateu mais uma vez no segundo pau. Desta vez Batistuta, que já havia cabeceado duas bolas com perigo, conseguiu tocar para as redes.

A partir daí, mais tranqüila, a Argentina foi para cima e criou várias outras chances de gol – na maioria das vezes, salvas pelo goleiro Shorunmu. O time ainda teve em campo o meia Aimar, no lugar de Verón, e o atacante Crespo, no lugar de Batistuta.

Nas arquibancadas do Kashima Stadium, argentinos e japoneses fizeram uma bela festa azul e branca. Havia muitas bandeiras homenageando o ídolo Diego Maradona, que não teve visto concedido para entrar no Japão. Uma das faixas dizia: “Pelé será rei, mas Diego é Deus”. As informações são da Folha Online.

Jornal Midiamax