Endividado e em situação crítica no Campeonato Brasileiro, com apenas duas posições da zona de rebaixamento, a crise no Corinthians não para de aumentar. Um dos maiores clubes do Brasil vive umas das grandes turbulências da história. Além de perder contrato com patrocinador, de R$ 15 milhões por mês, há ainda a crise política e troca de agressões, entre o atual e os antigos presidentes do time.

Após o escândalo da “Vai de Bet”, o presidente Augusto Melo tenta dividir responsabilidades com os antecessores pelas dívidas. O UOL ouviu então os ex-presidentes Andrés Sánchez e Duílio Monteiro Alves e ‘haja críticas’. Andrés disse: ‘O Augusto não sabe administrar nem a casa dele, muito menos um clube com o tamanho do Corinthians, é o caos total para a instituição”.

Já o outro ex-presidente Duilio falou que Augusto Melo perdeu grande patrocínio, como a Tele Sena e quase perdeu outro que ele mesmo teria fechado contrato, com a Ezze. “O uniforme tem cinco espaços vazios … a credibilidade está destruída e ainda vai ter investigação do Ministério Público. Nada disso ele herdou de mim… Quando ele (Augusto Melo) falou que 19 empresas ainda são parceiras, ficou claro que quase todas vieram nas gestões anteriores”, disse resumiu Duílio Monteiro.

E com tantos problemas, a palavra ‘impeachment’ começa a ser cogitada com mais força no clube. “Quem colocou ele lá, que decida… estou triste pelo Corinthians e procuro ajudar naquilo que puder e quando sou chamado”, polemizou Andrés.

Duílio preferiu não responder diretamente sobre o ‘impeachment’, comentou apenas que durante os três anos de mandato dele, conseguiu R$ 600 milhões de superávit operacional… Nos meus três anos, preguei a união de todos os que amam o Corinthians, e o que vi foi o clube se dividir. O que o Corinthians precisa é de união”.