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Chape elimina o favorito São Paulo nos pênaltis na Copa SP

"Vamos, vamos, Chape"

Diego Alves Publicado em 11/01/2017, às 00h10

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"Vamos, vamos, Chape"

A Chapecoense terminou o ano em luto depois da queda do avião que levava sua equipe principal para a disputa da final da Copa Sul-Americana. Mas, o clube catarinense renasce em 2017 já com uma grande alegria. Na noite desta terça-feira, sob os gritos de "Vamos, vamos, Chape", os garotos de verde conseguiram eliminar o poderoso time do São Paulo e favorito ao título da principal competição de base do país: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

O Tricolor do Morumbi impôs seu ritmo e dominou a maior parte do jogo, mas não conseguiu furar a retranca dos catarinenses, que ainda chegaram a assustar na etapa final, mas comemoram o empate por 0 a 0 no tempo normal mesmo com um jogador a menos nos últimos minutos. Nas penalidades, o goleiro Tiepo brilhou como Danilo costumava fazer e a Chapecoense fez história com a vitória por 4 a 2 na Arena Capivari.

A equipe Condá agora enfrentará o Capivariano, time da casa que superou o Nova Iguaçu por 3 a 2 mais cedo, na terceira fase da Copinha. Ao São Paulo, resta apenas aprender com os erros. O time deixa a competição depois de ser o melhor de toda a primeira fase, com 100% de aproveitamento, 15 gols marcados e apenas três sofridos. Mas, caiu para um adversário que se classificou em segundo de seu grupo, com apenas uma vitória até aqui e que tem saldo zero no torneio.

O jogo

O São Paulo se mostrou ciente de sua superioridade técnica desde o começo. Sem desrespeitar a equipe da Chapecoense, os garotos de Cotia partiram para cima desde os primeiros minutos e deixaram claro que ditariam o ritmo do jogo. Apesar dos espaços na defesa, a Chapecoense sequer conseguia passar do meio de campo, então, conformou-se em se defender com todas as forças. Para isso, também contou com o apoio das arquibancadas.
Aos poucos, o goleiro Tiepo foi se transformando no grande destaque do jogo. O Tricolor do Morumbi tentava chegar de todos os jeitos, tabelando, arriscando de fora da área, com cruzamentos à área e na bola parada. O gol parecia questão de tempo, mas o tempo não parou para esperar e o time de Santa Catarina conseguiu segurar o 0 a 0 para o vestiário.

Na segunda etapa, a Chapecoense mudou um pouco a sua postura. Com o São Paulo já mais desorganizado, tentando o gol a qualquer custo, o contra-ataque ficou oferecido ao clube de Chapecó, que passou a assustar e a exigir trabalho do goleiro Lucas Paes. Isso fez com que o técnico André Jardine, suspenso, tentasse a todo modo orientar seus atletas das arquibancadas. No banco, o preparador físico Caco Peres era quem tentava colocar ordem na situação.
Tudo em vão. Mais corajosa, a Chapecoense por pouco não conseguiu o gol da sua consagração aos 41 minutos.

Depois de cobrança de escanteio pela direita, o atacante Rhainer, que havia entrado há pouco tempo, cabeceou no travessão. O susto foi grande, mas o São Paulo em seguida saiu disparado em contra-ataque. Foi quando o mesmo Rhainer acabou expulso ao voltar desesperadamente para ajudar na marcação e acertar um carrinho no adversário.
O clima ficou tenso dentro e fora de campo, o árbitro perdeu o controle do jogo e as equipes já não respeitavam qualquer sistema tático. Era vontade pura e muita correria. Foi assim até o apito final. Festa parcial da Chape, que não deixou de comemorar o fato de ter segurado um dos grandes favoritos ao título no tempo normal. Da mesma forma, os são-paulinos não escondiam a frustração antes das cobranças de pênaltis.

Pênaltis

Todo o cenário já parecia pronto para uma noite histórica. E assim foi. Nas cobranças, o goleiro Tiepo se agigantou e defendeu a batida de Militão. Geovane fez pior e sequer acertou o gol. Pelo São Paulo, apenas Paulo Boia e Luziero marcaram. Por outro lado, a Chapecoense só errou com Ronei. Lucas Paes defendeu. Mas, Vini, Bruno, Fauth e Ned garantiram a vitória e a classificação heroica.

Jornal Midiamax