Esportes

Grêmio perde mando de campo na final por invasão de Carol Portaluppi

A partida contra o Galo está marcada para 30 de novembro

Henrique Kawaminami Publicado em 17/11/2016, às 13h42

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A partida contra o Galo está marcada para 30 de novembro

O Grêmio perdeu o mando de campo da final da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG. Nesta quarta-feira (16), a 4ª Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) puniu o time gaúcho por conta da invasão de campo de Carol Portaluppi, no final da partida contra o Cruzeiro. A partida contra o Galo está marcada para 30 de novembro.

A notícia foi confirmada pelo presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, ao UOL Esporte. O mandatário, porém, pediu para não se manifestar sobre o caso por enquanto. "Preciso me acalmar antes disso. Não vou falar agora", resumiu o mandatário. "Mas aconteceu, eles julgaram lá", completou.

"Não creio que haja punição semelhante na história do futebol. Sempre levando-se em conta situações pessoais. Falaram que o Grêmio tinha chamado, que era uma questão midiática, que a Carol e seu pai queriam se promover…. Essas coisas não procedem. Quero tranquilizar a torcida do Grêmio, todos têm o seu dia infeliz, hoje foi o dia infeliz da Comissão (Disciplinar). Não há precedentes de uma punição como esta. Hoje vivemos coisas muito mais sérias em campo. Agressões, violência. E uma questão como esta que pode ser julgada tranquilamente, tomou uma proporção que não se refere ao ocorrido", disse o vice-presidente jurídico do Grêmio, Nestor Hein, à Rádio Gaúcha.

Carol foi ao reservado gremista nos momentos finais do confronto contra o Cruzeiro, em jogo de volta das semifinais. Chamada pelo pai, Renato Gaúcho, a jovem aguardou o fim da partida e entrou em campo na comemoração dos jogadores.

O departamento jurídico do Grêmio irá recorrer ao Pleno do STJD e pode alterar a decisão preliminar. O jogo da final marcado para Porto Alegre ocorrerá no dia 30 deste mês. A administração da Arena do Grêmio, inclusive, já preparava uma grande festa para a decisão.

"Não chegamos a cogitar de como ocorreria esta consumação da punição. Pensamos muito em reverter e temos amplas condições de fazer isso. É uma decisão absurda e extremada. Vamos procurar resolver isso, e se não resolvermos partiremos para uma outra estratégia. No momento o que se vislumbra é o efeito suspensivo", acrescentou Hein.

Pelo ocorrido, Renato adotou tom de brincadeira e chegou a afirmar que Carol 'iria pagar' a eventual multa aplicada ao Tricolor. O departamento jurídico do clube mesmo não acreditava em punição com perda de mando de campo.

A surpresa gremista se deu também porque a votação se encaminhava para aplicação de apenas uma multa. Contudo todos os auditores alteraram sua decisão e optaram pela perda de mando de campo.

Uma reunião ainda nesta quinta-feira irá simbolizar a construção do recurso gremista, que aguardará novo julgamento em tempo hábil para realização do jogo na capital gaúcha.

STJD defende decisão

Em seu site oficial, o STJD detalhou a análise de cada um dos auditores sobre o caso. As decisões levaram em conta a presença de Carol em local proibido ao grande público.

"Um dos processos que mais estudei devido o que está em jogo. Assisti vários vídeos e, em relação a denúncia, sugiro determinar baixa dos autos para verificar possível infração do técnico Renato Gaúcho por também ter dado causa a essa invasão de campo. Ao mérito, o fato é incontroverso. O 213 fala em deixar de prevenir e reprimir. Estou mantendo a denúncia e entendo que a filha do treinador não poderia estar ali. Neste caso aplico a pena de multa de R$ 30 mil e a perda de um mando de campo. O tribunal não está julgando o amor de pai e filha e sim um ato que não é permitido", declarou o relator do processo, o Auditor Vanderson Maçullo.

Os demais auditores acompanharam o voto, menos o presidente Sérgio Martinez, que optou por apenas aplicação de multa. Contudo, acabou sendo voto vencido.

Jornal Midiamax