Vingança do São Paulo e ira de Gobbi emperram ida de Dudu ao Corinthians

Atacante Dudu causou briga entre São Paulo e Corinthians nos bastidores
| 09/01/2015
- 14:05
Divulgação

Atacante Dudu causou briga entre São Paulo e nos bastidores

Na última terça-feira, o Corinthians selou em reunião no CT Joaquim Grava a vinda de Dudu. Tudo graças à influência do empresário Bruno Paiva e do próprio meia-atacante, que na noite anterior deu uma entrevista desprezando o São Paulo. Carlos Miguel Aidar ficou furioso, pois já tinha tudo certo com o Dínamo de Kiev e viu a declaração como influência dos agentes, já que o Tricolor não teria mais como contratar um atleta que se declarou simpatizante do arquirrival. Mas Aidar conseguiu a vingança e atrapalhou a transferência do atleta.

Conforme apurado, a estratégia do São Paulo de se vingar do Corinthians funcionou, ao menos por enquanto. Após Dudu – instruído por seus empresários, que tinham acertado comissão com o clube alvinegro – dizer ao Globoesporte.com que preferia vestir a camisa corintiana, o time tricolor ficou irado e fez o possível para atrapalhar a negociação do rival. Contou, também, com a ira de Mário Gobbi, contrário à influência dos agentes nos bastidores alvinegros.

 

A ira de Gobbi

O presidente já andava ressabiado com o acerto de pagamento aos empresários de Dudu, principalmente por se tratar de Bruno Paiva, o mesmo agente do peruano Paolo Guerrero que tem feito jogo duro na renovação do centroavante. Amigo de Edu Gaspar – que conduzia a negociação -, Paiva exigia 10% das luvas de 7 milhões de dólares pedida por Guerrero. Revoltado, Gobbi vetou a quantia. E, nesta quinta, o fez de novo.

Gobbi queria deixar o pagamento da primeira parcela de Dudu para o mês de maio também porque passaria o problema ao próximo presidente. A prioridade do mandatário, antes de encerrar a gestão, é quitar os diversos salários atrasados. O presidente anda contrariado com a influência de Andrés Sanchez nas negociações e tem dificultado, pois não aprova as comissões e valores acordados.

Aliado à “birra” de Gobbi, o Corinthians também contou com um adversário de peso: o São Paulo. Na quarta à tarde, o clube do Parque São Jorge aguardava documentos do Dínamo de Kiev para poder anunciar a vinda de Dudu, que já tinha acordado salários e precisava apenas assinar o contrato. Mas não conseguiu a garantia financeira de que iria pagar os ucranianos na data prometida. Assim, o São Paulo soube da informação. E se aproveitou.

 

Vingança do São Paulo

Dirigentes tricolores, que já tinham negociado com o Dínamo no fim do ano passado, se reuniram novamente com os ucranianos na tarde de quarta. E lhes apresentaram a garantia de que poderiam pagar a primeira parcela à vista, diferentemente do Corinthians, que o faria em maio. Os europeus não pensaram duas vezes e aceitaram a proposta são-paulina. E prontamente marcaram um novo encontro com os dirigentes alvinegros.

O vazamento da notícia de que o Dínamo tinha aceitado a proposta do São Paulo na noite de quarta pegou a cúpula corintiana de surpresa. Afinal, tudo estava selado até então entre o Corinthians, Dudu, empresários e ucranianos. Edu Gaspar e companhia pensaram que se tratava de um “blefe”, mas não era. Assim, uma nova reunião ocorreu nesta quinta. E os ucranianos exigiram 1,5 milhão de euros (R$ 5 milhões) à vista e decretaram a recusa do Corinthians e suposta desistência.

Agora, o lado do presidente Mário Gobbi dá a transferência como encerrada. Só que a guerra política no Corinthians não deve parar. Por isso, a ala comandada por Andrés Sanchez, que apoia o candidato Roberto de Andrade na eleição de fevereiro, não deve desistir, também por “questão de honra” por perder um jogador praticamente contratado por causa do arquirrival São Paulo. O ex-mandatário deve ir em busca de parceiros para viabilizar a negociação.

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