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Trabalhando já há 19 dias, Modesto Roma inicia mandato nesta quinta

Presidente teve de esperar o fim do mandato de Odílio Rodrigues.

Gerciane Alves Publicado em 01/01/2015, às 12h22

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Presidente teve de esperar o fim do mandato de Odílio Rodrigues.

Modesto Roma Júnior foi eleito presidente do Santos no dia 13 de dezembro. No dia 22, ele e o novo vice-presidente, César Conforti, tomaram posse em uma reunião organizada pelo Conselho Deliberativo do clube. Como o mandato do ex-presidente, Odílio Rodrigues, só terminou na última quarta-feira, Modesto Roma teve de esperar, até esta quinta-feira, para poder tomar decisões oficialmente como presidente do Santos. <P>

Os 19 dias da eleição até o primeiro dia efetivo como novo presidente do Santos serviram para tentar adiantar o planejamento do Peixe para este ano. Modesto Roma, no entanto, esbarrou seu projeto nas pendências financeiras e na organização dos cargos dos executivos que comandam o Santos.

Neste período, Modesto Roma dedicou a maior parte do tempo para organizar as pendências extracampo. Para isso, indicou Dagoberto Santos para ser o novo diretor executivo e André Zanotta para a gerência de futebol do Peixe. Definiu, também, quem serão os sete membros do Comitê Gestor do Alvinegro.

A nova diretoria também dedicou seu tempo para buscar recursos financeiros. O Santos deve R$ 75 milhões, além de impostos e três meses de salários dos jogadores. Por isso, os atletas já podem ir à Justiça para deixar a Vila Belmiro de graça. Como Modesto ainda não podia assinar pelo Peixe, o clube não conseguiu empréstimos.

Dentro de campo foram poucas as decisões concretas. Até o momento, nenhum reforço foi contratado. Definido mesmo foi o empréstimo do atacante Leandro Damião e a devolução do volante Souza ao Cruzeiro. Modesto Roma, no entanto, encaminhou as renovações contratuais do goleiro Vladimir e do volante Renato. Os atuais vínculos se encerravam no dia 31 de dezembro. O dirigente também tenta a contratação do meia Chiquinho, que jogou a última temporada pelo Fluminense e está livre para negociar.

Outra definição foi a permanência do técnico Enderson Moreira. Como o treinador já tem contrato até o fim de 2015, o Alvinegro não precisou negociar uma renovação para seguir com ele no comando do time. A questão financeira também pesou na decisão santista. Se demitisse Enderson antes do fim do Campeonato Paulista, o Santos precisa pagar R$ 360 mil a ele – o valor cai pela metade após o estadual. 

Jornal Midiamax