Prass e Ricardo Oliveira brigam, trocam acusações e ameaças após o clássico

 O Santos está na zona do rebaixamento
| 20/07/2015
- 03:39
Prass e Ricardo Oliveira brigam, trocam acusações e ameaças após o clássico

 O Santos está na zona do rebaixamento

Depois de uma discussão dentro de campo, durante a vitória por 1 a 0 do Palmeiras sobre o Santos, o clima esquentou entre Fernando Prass e Ricardo Oliveira após o clássico deste domingo, no Allianz Parque.

O goleiro acusou o atacante de ter lhe dado um soco sem bola durante a partida e ainda fez ameaças após o duelo. O santista, por outro lado, reclamou de um pisão durante a entrevista na saída do gramado e ironizou o rival.

Tudo começou no final do segundo tempo: Prass segurou a bola em uma jogada que era de escanteio, o que irritou os adversários. Nesse momento, Ricardo acertou o arqueiro, quando os dois foram repreendidos pela arbitragem.

Depois do apito final, o atacante dava uma entrevista, quando o goleiro passou atrás e lhe deu um esbarrão. Na hora, Ricardo parou de falar, olhou para trás e comentou: “Vocês viram isso? Não acham que é provocação?”.

Na zona mista, o clima piorou, com ameaças e ironias.

“Vocês devem ter visto o que ele fez durante o jogo. Eu sempre digo que catimba faz parte, mas um soco sem bola não faz parte. Isso não é de um jogador profissional. O Ricardo me deu um soco nas costas. As câmeras com certeza pegaram isso. Espero que analisem isso. Foi um soco pelas costas”, disparou Prass.

“Se eu tivesse visto que era ele, eu não teria esbarrado. Eu teria feito uma coisa pior. Graças a Deus que eu não vi que era ele. Eu estava com a cabeça muito quente, estava transtornado. E ainda bem que a gente foi pro meio campo agradecer a torcida, deu tempo de esfriar o campo”, completou.

Ricardo Oliveira respondeu à altura.

“Dá para falar que nas imagens a gente vai poder ver. Ele deixou o braço em mim em uma bola. Em uma outra hora, eu trombei mesmo nele. Não dei um soco, mas trombei mesmo. Ele deu em mim primeiro. Ele faz uma acusação que não procede. Dentro de campo a gente tem de se respeitar. Ele me deu sem bola e eu devolvi sem bola. Ele me pisou na entrevista depois do jogo. É até normal provocação, mas não ser desleal como ele foi”, contou.

“Poxa, então, eu tive um livramento, né? Porque se não, eu teria ido para o hospital. Graças a Deus que eu vou poder chegar em casa, né?”, respondeu, de forma irônica, sorrindo, o atacante, ao comentar a declaração do goleiro.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe alviverde, agora 6ª colocada, visita o Vasco, no domingo, às 18h30 (horário de Brasília), em São Januário. No mesmo dia, mas às 11h, o Santos, que está na zona do rebaixamento, recebe o Joinville.

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Semifinais da competição acontecem na sexta-feira.

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