Joseph Blatter acusa políticos de intervirem na escolha do Catar como sede da Copa
Presidente acusou Sarzoky e Wolff de interferirem na votação que elegeu o Catar
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Presidente acusou Sarzoky e Wolff de interferirem na votação que elegeu o Catar
A novela da suspeita de corrupção nas escolhas das sedes daCopa do Mundo ganhou mais um capítulo na manhã deste domingo. Em entrevista ao jornal alemão Welt am Sonntag, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, acusou os ex-presidentes da França e da Alemanha, Nicolas Sarkozy e Christian Wulff, de exercerem pressão política sobre os representantes de seus países com voto na entidade máxima do futebol para que o Catar fosse escolhido como sede do Mundial 2022.
“Houve duas intervenções políticas. Sarkozy e Wulff tentaram influenciar os votos dos delegados. É por isso que agora teremos a Copa do Mundo no Catar. Aqueles que tomaram essa decisão precisam assumir as responsabilidades por isso. A maioria dos votos foi para o Catar e eu tive que aceitar”, disse o suíço.
Chefe do Estado francês na época da votação, Sarkozy teria se reunido com seu compatriota Michel Platini, que tem direito ao voto na Fifa por presidir a Uefa. Platini admitiu o encontro com o ex-presidente e não escondeu que Sarkozy tinha interesses na escolha do país árabe, mas defendeu que o político jamais pediu que direcionasse seu voto.
Wulff teve uma conversa parecida com Theo Zwanziger, então presidente da Federação Alemã de Futebol, em que deixou claro o desejo de ver o Catar como sede. Porém, Theo disse que os interesses do ex-presidente não tiveram influência na escolha de seu voto. Blatter também acusa Wulff de tentar interferir no voto de Franz Beckenbauer. O presidente honorário do Bayern de Munique jamais revelou sua opção, mas o político negou envolvimento com a polêmica logo após sua renúncia, em 2012.
Para Blatter, os interesses econômicos de ex-governante alemão estão envolvidos diretamente com as empreiteiras nacionais que estão no Catar para a construção dos estádios e da infraestrutura necessária para receber o Mundial e exploram os operários. “A Deutsche Bahn, a Hochtief e muitas outras empresas alemãs já tinham projetos em andamento no Catar antes mesmo do país ser indicado para sediar o Mundial e não fizeram nada para melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Já a Fifa sempre lutou pela melhoria dessas condições”, completou o presidente.
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