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Jogo duro contra a Ponte dá chance a Tite combater oba-oba

O Corinthians sofreu alguns sustos e teve muito trabalho para superar a Ponte Preta na Arena em Itaquera

Gerciane Alves Publicado em 12/04/2015, às 13h59

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O Corinthians sofreu alguns sustos e teve muito trabalho para superar a Ponte Preta na Arena em Itaquera

Tite tentou acabar com o “oba-oba” que ronda o Corinthians em 2015. Com uma melhora significativa dos tempos de Mano Menezes, a equipe alvinegra tem encantado seus torcedores com bom futebol , goleadas expressivas e partidas de encher os olhos de qualquer admirador do esporte. Mas não se acostume, corintiano, já que o próprio técnico admitiu que não é sempre que o time conseguirá repetir esses desempenhos, como aconteceu neste sábado nas quartas de final do Campeonato Paulista .

O Corinthians sofreu alguns sustos e teve muito trabalho para superar a Ponte Preta na Arena em Itaquera. Depois de um primeiro tempo dominado pelo time de Campinas, inclusive com um gol sofrido mal anulado , Tite conseguiu arrumar a equipe na etapa final, encontrou uma bola e matou o jogo.

Quando perguntado se o Corinthians que não se encontrou em campo ou se a dificuldade alvinegra teria sido méritos do esquema armado pela Ponte Preta, Tite não teve vergonha de admitir. “(Foi a) Qualidade do outro lado. Tem que olhar para o outro lado e ter humildade. Não pega a atuação que tivemos nosso pico maior e acha que faremos todas iguais. Ainda temos muito para amadurecer, ajustar, marcar um pouquinho melhor. Essa compreensão da equipe precisa acontecer . E ainda bem que teve o intervalo para nosso ajuste.

Diferente do início de seu primeira passagem pelo Corinthians, quando foi eliminado pelo Tolima na Pré-Libertadores de 2011, Tite teve um senhor cartão de visitas, com direito até a “Tite-Taka” nesta temporada. A equipe paulista não tomou conhecimento do Once Caldas, fez 4 a 0 nos colombianos e encaminhou vaga na fase de grupos da principal competição sul-americana.

Os gritos de olé ao final da partida representaram bem o que foi o primeiro clássico Corinthians x São Paulo da história da Copa Libertadores da América. Embalados por arquibancadas lotadas na Arena em Itaquera, os comandados de Tite foram superiores durante todo jogo e conseguiram vencer por 2 a 0. Elias, carrasco dos são-paulinos, abriu o placar no começo, e Jadson, ex-tricolor, deu números finais.

O Corinthians provou que, além de estar entrosado e com a técnica apurada, também possui um condicionamento físico de dar inveja. Durante uma maratona durante o Campeonato Paulista, terceiro jogo em cinco dias, a equipe precisou de apenas 30 minutos para imprimir um ritmo alucinante e definir a vitória sobre o Penapolense na Arena em Itaquera. Sem dificuldades, Guerrero, duas vezes, Yago, Emerson e Petros balançaram as redes e decretaram a goleada por 5 a 3.

Se ainda há alguma dúvida na cabeça dos dirigentes do Corinthians em relação à renovação de contrato de Paolo Guerrero, o próprio atacante faz questão de espantar qualquer desconfiança em cada partida disputada com a camisa alvinegra. Com mais uma atuação de gala, o peruano marcou três vezes e foi fundamental na vitória por 4 a 0 sobre os uruguaios do Danubio, pela quarta rodada do Grupo 2 da Copa Libertadores. Jadson, que também deixou sua marca e ainda deu uma assistência, foi outro atleta de destaque da equipe comandada por Tite.

Jornal Midiamax