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Fábio salva, e Cruzeiro segura empate sem gols na altitude

Os brasileiros começaram com muita velocidade, abusando das jogadas rápidas

Diego Alves Publicado em 26/02/2015, às 01h28

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Os brasileiros começaram com muita velocidade, abusando das jogadas rápidas

O Cruzeiro não teve fôlego para superar o primeiro desafio do clube na estreia da Copa Libertadores. Jogando no estádio Olímpico Pátria, na Bolívia, localizado cerca de 2.800 metros acima no nível do mar, os atuais bicampeões brasileiros até tiveram oportunidades para sair com a vitória, mas cansaram, e só não saíram derrotados graças ao ótimo desempenho do goleiro Fábio, que segurou o Universitario de Sucre e garantiu o 0 a 0 no placar .

Cruzeiro e Universitario de Sucre fizeram um primeiro tempo muito movimentado e equilibrado. Os brasileiros começaram com muita velocidade, abusando das jogadas rápidas pelo lado direito do setor ofensivo. Homem de referência, Leandro Damião se apresentava bem e ajudava na construção das jogadas.

No entanto, depois dos 20 minutos iniciais, a equipe comandada por Marcelo Oliveira sentiu a altitude e cansou. Foi quando os donos da casa começaram a dominar a posse de bola e criaram as melhoras oportunidades de gol.  A mais perigosa veio com Cuesta, que arriscou da intermediária e viu a bola explodir na trave.

Mais inteiro na partida, o Universitario de Sucre voltou melhor depois do intervalo e só não abriu o placar na primeira parte do segundo tempo por que Fábio estava em uma noite inspirada e praticou várias defesas importantes. Castro e Bejarano tiveram boas chances, mas o goleiro celeste impediu ambas oportunidades. Pressionado, o Cruzeiro apostava nos contra-ataques para surpreender os donos da casa. Na melhor delas, Leandro Damião deixou o marcado no chão e tentou uma batido com efeito, mas a bola saiu ao lado do gol defendido por Juan Carlos Robles.

Tentando mudar o cenário do jogo, o técnico Marcelo Oliveira optou pela entrada do atacante Joel no lugar de Willian, aos 34min da etapa final. A tentativa, porém, saiu pela culatra. Após apenas quatro minutos em campo, o camaronês deu um carrinho violento em Cuesta e acabou sendo expulso direto pelo árbitro da partida.

Com o empate, o Cruzeiro desperdiça ótima oportunidade para liderar o Grupo 3, já que Mineros de Guayana e Huracán ficaram na igualdade na primeira partida da chave. Agora, as quatro equipes estão com um ponto. Na próxima partida, os brasileiros recebem o Huracán, na terça-feira, no Mineirão, enquanto os bolivianos visitam os Mineros de Guayana, na Venezuela.

Paredão celeste

Fábio, 34 anos, voltou ao time depois de ser poupado na vitória por 3 a 0 sobre o Boa Esporte, já que se recuperava de lesão. Com a partida desta quarta-feira, ele assumiu o posto de segundo jogador que mais vestiu a camisa cruzeirense em toda história do clube, superando Dirceu Lopes, com 610 jogos, e ficando atrás apenas de Zé Carlos, que possui a marca de 633.

Fábio provou que os números não são por acaso. Contra o Universitario de Sucre, o camisa 1 foi o melhor homem em campo e impediu que a equipe saísse com uma derrota da Bolívia. Foram pelo menos quatro defesas importantes, que lhe renderam, inclusive, muitos elogios nas redes sociais.

Jornal Midiamax