Acusado de abuso sexual no Pan, jogador de polo aquático deixa Kazan e volta ao Brasil

Goleiro da seleção Thyê Mattos estava concentrado na Rússia para disputar o Mundial
| 25/07/2015
- 18:21
Acusado de abuso sexual no Pan, jogador de polo aquático deixa Kazan e volta ao Brasil

Goleiro da seleção Thyê Mattos estava concentrado na Rússia para disputar o Mundial

Acusado de abuso sexual durante os Jogos Pan-Americanos de Toronto, o jogador de polo aquático do Brasil Thyê Mattos retornou ao Brasil na noite desta sexta-feira. O goleiro reserva da seleção que estava em Kazan, na Rússia, para o Mundial de esportes aquáticos está sendo investigado pela polícia canadense por um suposto assédio a uma mulher de 22 anos, no dia 16 de julho, horas depois da final contra os Estados Unidos na competição. O jogador do Paulistano desembarcará no Rio de Janeiro.

Na noite de sexta-feira, o supervisor técnico de polo aquático do Brasil, Ricardo Cabral, disse que Thyê estava muito abalado com a acusação. Em conversa com a comissão técnica, o carioca de 27 anos teria admitido que esteve com a mulher, mas que teria sido consensual.

A polícia canadense revelou o caso durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, em Toronto. A acusação é de que o brasileiro teria abusado sexualmente de uma mulher de 22 anos em sua casa, no último dia 16, quinta-feira, um dia depois da derrota brasileira para os Estados Unidos na final da competição. A identidade da vítima foi preservada, e a ordem de prisão contra o brasileiro foi emitida.

A vítima seria uma moradora do centro de Toronto e sem ligação com os Jogos Pan-Americanos. De acordo com a inspetora Joanna Breaven-Desjardins, Thyê estava na casa da jovem ao lado de outro membro do time brasileiro que não responde a qualquer acusação. A jovem teria sido assediada enquanto dormia e depois eles teriam deixado a residência.

 

Advogado diz que ele é inocente

Em entrevista ao “Conexão Sportv”, o advogado da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Marcelo Franklin, disse que o atleta é inocente.

“A posição da CBDA é de que nada aconteceu. A nossa posição oficial é que ele não teve nenhum tipo de relação com essa habitante de Toronto. Saiu na mídia uma declaração de que o atleta teria dito que teve uma relação consensual. A gente não reconhece isso. A posição da CBDA é que não houve relação nenhuma com a menina. Queremos provar a inocência dele. É nisso que vamos trabalhar agora”, disse o advogado da CBDA, negando, inclusive, a informação do supervisor da seleção brasileira.

Marcelo Franklin afirmou também que um advogado de Toronto já está trabalhando na defesa de Thyê. O primeiro passo é conhecer as acusações em mais detalhes. O defensor criticou a postura da polícia de Toronto, que não teria procurado Thyê ou nenhum representante da delegação brasileira antes de acusar o jogador.

“Eu já contratei um advogado de Toronto, que está tentando obter cópias do inquérito, para nós vermos quais são as acusações feitas contra o atleta. Eles se apressaram muito em fazer uma acusação tão séria contra um brasileiro. Ninguém procurou a delegação, nenhum documento oficial foi recebido, ninguém foi chamado para prestar qualquer tipo de depoimento. A gente não sabe que provas eles têm, para suportar uma acusação tão séria. É esse panorama que estamos enfrentando e vamos preparar a defesa do atleta.”

Companheiro de seleção e amigo de Thyê, o capitão da seleção brasileira de polo aquático, Felipe Perrone, também saiu em defesa do goleiro.

“Foi uma surpresa mesmo. Ficamos muito abalados. Thyê é um atleta exemplar, sempre se sacrificou pela seleção, se sacrificou pelo esporte. A gente não pode entrar no caso por uma questão jurídica, mas a gente tem certeza absoluta da inocência dele, de que não teve esse assédio. O que a gente pode fazer hoje realmente é apoiá-lo dentro do possível. Apoiar a família, os amigos, esperar que as pessoas do Brasil apoiem ele, como o clube dele, a CBDA – como está fazendo, o COB”, disse.

Amigo de Thyê há mais de 15 anos, o capitão reafirmou a confiança dos companheiros de seleção na inocência do goleiro.

“Ele ficou pasmo, sem palavras. Primeiro ele não acreditou. Depois, desabou. Entram muitas coisas: família, amigos… Ele não merece isso. Tenho certeza absoluta que não foi (abuso sexual) e eu só espero que as pessoas não julguem antes. Não foi.”

 

 

 

 

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