Cotidiano / Emprego & Concurso

100% à distância: pandemia multiplica vagas para trabalhar de casa em Campo Grande

A maioria das vagas em home office são para empresas de telemarketing

Mylena Rocha Publicado em 18/05/2021, às 14h00

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Ilustrativa/Pixabay

Depois de mais de um ano, a pandemia provocou uma série de mudanças na sociedade e no mercado de trabalho. Empresas perceberam que em alguns casos é possível manter a produtividade trabalhando em casa e mantendo a segurança contra o coronavírus. Com a nova realidade, cresceu a oferta de vagas em home office em Campo Grande. 

Na Funsat (Fundação Social do Trabalho) de Campo Grande, empresas passaram a ofertar vagas em home office no último ano, desde o início da pandemia. O diretor-presidente da Funsat, Luciano Martins, explica que as vagas ofertadas foram, principalmente, voltadas a empresas do telemarketing. 

Para conseguir uma vaga de emprego em home office, o candidato deve ter estrutura para poder trabalhar de casa. “Home office é uma realidade sobretudo para empresas de telemarketing. O requisito para a vaga é ter equipamentos compatíveis que a empresa precisa, como ter internet com 10 mb de velocidade”, explica o diretor da Funsat. 

Apesar do crescimento na oferta de vagas em home office, nenhuma das 733 vagas de emprego ofertadas pela Funsat nesta terça-feira (18) são destinadas exclusivamente ao trabalho em casa. Com relação à Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), não há dados sobre a oferta de vagas em home office. Segundo a agência, os detalhes sobre a prática da oportunidade ofertada só são definidos na entrevista. 

Empresas de telemarketing adotaram home office

As empresas de telemarketing passaram a adotar o home office desde o ano passado. O presidente do Sinttel-MS (Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações de Mato Grosso do Sul) Rafael Gonzalez explicou que com um notebook e um celular em casa, os trabalhadores do telemarketing conseguem atender aos clientes sem dificuldades. 

Vale lembrar que logo no início da pandemia o setor passou por dificuldades, quando empresas chegaram a ser fechadas por conta de aglomerações nos call centers. O presidente do sindicato explicou que atualmente são poucas as funções que realmente requerem um trabalho presencial, como o conserto de internet, por exemplo.

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