Cotidiano / Emprego & Concurso

Nem chuva forte desanima população que foi em busca de emprego

Ação ofereceu encaminhamento de vagas

Wendy Tonhati Publicado em 03/10/2015, às 15h20

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Ação ofereceu encaminhamento de vagas

Começar a segunda-feira com uma entrevista de emprego. Para muitos esse foi o objetivo ao sair de casa neste sábado (3), enfrentando a chuva e as fortes rajadas de vento para tentar uma colocação profissional no estande da Funtrab (Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul), que foi montado na Ação Cidadania, realizada pelo Sesi (Serviço Social da Indústria), no Santa Luzia, em Campo Grande. 

Um dos que procuraram uma vaga de trabalho foi Nelson de Souza Borges, que está há seis meses desempregado. Aos 56 anos, ele diz que não está fácil encontrar uma colocação no ofício que trabalha há muitos anos: encarregado de terraplanagem. Nelson diz que desde 1993 trabalha nesta área, que ficou longos períodos em empresas, mas que agora, não consegue voltar ao trabalho. 

“Foram 10 anos em uma empresa, depois 16 em outra, mais 10 em outra. Depois foram 6 meses em uma obra que acabou. Não tem mais obra sendo feita por aqui. As poucas que tem, já estão completas de empregados”, diz. Na casa de Nelson, quem está ‘segurando as pontas’ é a mulher. Orgulhoso, ele diz que os filhos já estão formados na faculdade: advogado e engenheiro, mas que ainda estão no começo da carreira. “Ainda tão começando. No começo é mais devagar”. 

De acordo com Paulo Gaudioso, coordenador da Funtrab Itinerante, a média de atendimentos neste tipo de ação é de 80 pessoas. Mesmo com o tempo nublado e pancadas de chuva, aproximadamente 25 pessoas já receberam atendimento nas primeiras horas. No local, onde são realizados os serviços de emissão da 1ª via de Carteira de Trabalho, intermediação de vagas e microcrédito por meio do Banco Cidadão. 

Elisane de Souza, de 27 anos, estava em busca de uma colocação como balconista ou operadora de caixa. Com duas crianças pequenas, uma de 2 e outra de 7 anos, o problema para ela, é conseguir conciliar crianças, curso técnico que faz a noite e o horário de trabalho. Recém saída de um emprego em que ela tinha que ficar até tarde. “Não estava dando certo e estou procurando um trabalho de meio período”, diz. Ela já vai encontrar

Naiara de Oliveira da Silva, de 17 anos, ainda está no ensino médio, mas já quer encontrar um emprego de aprendiz “para ser independente”, diz. Ela não tem preferência por área e que o importante é conseguir uma vaga. “Tanto faz, sendo o 1° emprego”. 

Jully de Barros, de 17 anos, também veio tirar a primeira via da carteira de trabalho e quer encontrar um vaga. A jovem diz que fez curso técnico de automação e que ao terminar o estágio, quer uma vaga de emprego. “É difícil ainda não tenho 18 anos, mas vou procurar”, diz.

Jornal Midiamax