Cotidiano / Emprego & Concurso

Governador suspende concurso da Sefaz após Midiamax revelar parentescos suspeitos

Ao afirmar pela manhã que faria o concurso mesmo com as denúncias e suspeitas, Puccinelli suspendeu as provas nesta terça (18). Ele desistiu depois de matéria do Midiamax revelar que Leonardo Duarte, que ajudou a elaborar prova, tem prima inscrita.

Arquivo Publicado em 18/02/2014, às 21h46

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Ao afirmar pela manhã que faria o concurso mesmo com as denúncias e suspeitas, Puccinelli suspendeu as provas nesta terça (18). Ele desistiu depois de matéria do Midiamax revelar que Leonardo Duarte, que ajudou a elaborar prova, tem prima inscrita.

Minutos depois de a reportagem do Midiamax revelar que um dos elaboradores da prova, Leonardo Avelino Duarte, ex-presidente da OAB-MS, é primo de uma das inscritas, o governador André Puccinelli (PMDB) determinou nesta terça-feira (18) a suspensão das provas do concurso para fiscal de rendas e agente tributário estadual da Secretaria de Estado de Fazenda.

Segundo o governo do Estado, “o advogado pediu o seu desligamento, tendo em vista estar configurada uma proibição objetiva para que ele continue entre o elaboradores. Diante disso, o governador determinou à Secretaria de Administração a imediata suspensão das provas previstas para os dias 23 de fevereiro e 9 de março”.

“Este fato novo é insuperável. Por isso determinei a suspensão das provas”, disse o governador.

Pouco antes, pela manhã, ele havia afirmado à reportagem que faria o concurso mesmo com as denúncias que o Midiamax vem investigando e publicando nos últimos dias.

Leonardo é primo de primeiro grau de Larissa Mamede Duarte, inscrita para disputar uma das 40 vagas para agente tributário. A princípio, o ex-presidente negou o parentesco, porém foi desmentido por Larissa.

Minutos depois, em nova ligação Leonardo disse que “lembrou” da prima. “Coitadinha dela, lembrei dela. Você sabe quantos tios eu tenho? Tenho nove. Tem gente que não vejo há anos”, justificou-se.

O concurso foi questionado pelo Ministério Público Estadual, que ofereceu denúncia apontando nomes de chefes e superintendentes de dentro da secretaria. Pelos cargos, essas pessoas poderiam ter acesso às provas, comprometendo a moralidade do certame.

Um grupo de candidatos protestou nesta manhã pela anulação das provas para fiscal de renda que estava marcada para o dia 23 de fevereiro e a de agente tributário, para 9 de março. Os salários variavam entre R$ 6.661,57 e R$ 10.883,32. (Matéria alterada às 19horas para acréscimo de informações)

Jornal Midiamax