Emoção marca final de Concurso de Grafite em escola pública de Campo Grande

Com mais de 20 inscritos, entre estudantes e comunidade, a Escola Municipal Lenita de Sena Nachif finalizou o Concurso de Grafite, nesta tarde de quarta-feira (20), com muita emoção entre torcedores, que aguardavam ansiosos pelo resultado, e professores que viram na proposta uma forma de ensinar arte aos alunos. Guto Naveira, de 32 anos, que […]
| 21/08/2014
- 01:50
Emoção marca final de Concurso de Grafite em escola pública de Campo Grande

Com mais de 20 inscritos, entre estudantes e comunidade, a Escola Municipal Lenita de Sena Nachif finalizou o Concurso de Grafite, nesta tarde de quarta-feira (20), com muita emoção entre torcedores, que aguardavam ansiosos pelo resultado, e professores que viram na proposta uma forma de ensinar arte aos alunos.

Guto Naveira, de 32 anos, que participou do projeto desde o início, diz que viu na proposta mais que o ensino de arte, mas a produção de arte. “Todos venceram neste projeto. Foi um trabalho em conjunto onde os participantes demonstraram muito interesse no que se propuseram a fazer. Não foi levado em conta apenas o ensinar a arte, mas o fazer artístico”, diz.

Artista plástico renomado, ele afirma ter aprendido muito com o projeto Decolores. “O meu ganho foi ver aqui na escola pública tem muita talento e que só precisa de uma mãozinha para desabrochar”, afirma.

Também participante do projeto, Giu Beto, de 26 anos, arte educador, frisa a troca de conhecimento como o grande ganho da proposta. “A interatividade entre eles foi demais. Ver o garoto grande ensinando o pequeno foi muito gratificante”, afirma.

Participando do embate o estudante do 1º ano do Ensino Médio, Gabriel Zamparo, de 16 anos, conta que faz grafite há 2 anos e meio e ver a arte urbana dentro da escola foi algo diferente. “A escola é algo institucionalizado. O governo costuma desprezar nossa arte e ver tudo isso aqui na escola é muito da hora”, afirma.

Erick Ozuna, de 18 anos, que faturou o 2º lugar, acredita que o projeto seja o pontapé para outras escolas fazerem o mesmo. “Vejo isso aqui como um inicio para outras escolas acordarem e virem a arte do grafite com outros olhos”, pontua.

Emoção

O Estudante Matheus Eastwood, de 16 anos, ganhador do 1º prêmio, emocionou os presentes ao chamar o pai para subir no pódio. Apaixonado por arte japonesa, ele fez um mangá no espaço que lhe coube para grafitar.

Filho do artista plástico Amílton Gouveia, ele mostrou no gesto que o apoio da família é fundamental em cada momento da vida.

O pai, humilde, diz que depois de ter ensinado o filho a fazer os primeiros traços, eles é que vai ter correr atrás para chegar perto do talento do menino. “Dei as aulas básicas para ele. até que chegou o momento que começou a andar sozinho. E hoje está me superando”, diz, orgulho.

O concurso

O Concurso de Grafite integra o projeto Decolores, que a escola colocou em prática desde março deste ano e teve como objetivo dar uma cara nova para o ambiente escolar e ajudar aos alunos a se interessarem mais pelo ensino. O 1º lugar levou prêmio de R$ 200, o 2º R$ 150 e o 3º R$ 100.

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