Cotidiano / Emprego & Concurso

Edital com apenas 545 vagas frustra professores, diz Pedro Kemp

O governo do estado publicou, hoje (22/9), no Diário Oficial o edital para preenchimento de 545 vagas de professor para a rede estadual de ensino. O tema foi debatido na Assembleia Legislativa. Para o ex-secretário de educação e deputado estadual Pedro Kemp o edital estipulando apenas 545 vagas frustrou a expectativa da categoria. De acordo […]

Arquivo Publicado em 22/09/2011, às 15h33

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O governo do estado publicou, hoje (22/9), no Diário Oficial o edital para preenchimento de 545 vagas de professor para a rede estadual de ensino. O tema foi debatido na Assembleia Legislativa. Para o ex-secretário de educação e deputado estadual Pedro Kemp o edital estipulando apenas 545 vagas frustrou a expectativa da categoria. De acordo com o parlamentar Mato Grosso do Sul conta, atualmente, com cerca de 7 mil professores convocados, ou seja, contratados sem concurso público.

Para Kemp, é difícil compreender a medida adotada pelo governo diante do déficit na rede estadual de ensino. “São sete mil professores convocados , ou seja, contratados sem concurso, e o governo do Estado lança de um edital com apenas 545 vagas. Não chega a ser 10% do número de professores convocados que hoje existe no Estado”, pondera.

O parlamentar explicou que a convocação é um contrato precário que a administração pública faz com os educadores, gerando incerteza e insegurança para o trabalhador. “O professor convocado não recebe o salário em janeiro – ele é dispensado nesse período – e, muitas vezes, não recebe ainda em fevereiro e, nas férias de julho, também sofre com redução nos rendimentos já que os 15 dias de férias não são remunerados”, conta.

Para o deputado, a convocação é uma estratégia do governo para economizar. “Com 7 mil professores convocados , ele economiza porque deixa de pagar o salário em janeiro, fevereiro e nas férias de julho. E aquele professor chega no final do ano e início do outro e tem que comer, pagar as contas e tudo mais”, destaca.

Outro ponto criticado do edital é o que estipula o valor para inscrição, R$126,00, considerado elevado pelo parlamentar e pelos professores. “Por que esse concurso por etapas, picado. Eu estou achando que é para arrecadar. Sabe quanto é que é para fazer a inscrição – R$ 126 reais. É um valor pesado”, diz, ao informar que nas negociações com a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) o governo adiantou que pretende fazer nos próximos anos outros dois concursos: em 2012 para preencher 600 vagas e em 2013 para contratar 700 educadores.

Jornal Midiamax