Com variação de 5,4%, o volume de serviços prestados em Mato Grosso do Sul encerrou abril em recuperação, após registrar uma queda significava de 10% em março. Em relação a abril de 2023, houve queda de 3,8% no setor de serviços. No comparativo nacional, o Estado ficou 4,9 pontos percentuais acima da média brasileira, que chegou a 0,5%.

Conforme os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados nesta quarta-feira (12), nos últimos doze meses o Estado atingiu um volume acumulado 2,9%, enquanto a variação acumulada no ano chegou a -4,3%.

Pesquisa Serviços em abril
Pesquisa de serviços em abril (Divulgação, IBGE)

A nível nacional, o volume de serviços ficou 12,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,7% abaixo do ponto mais alto da série histórica (dezembro de 2022). Além disso, o setor teve alta de 0,5% na passagem de março para abril, segundo resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 1,2% no período.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor teve expansão de 5,6%, se recuperando do recuo de 2,2% registrado em março. No acumulado do ano, o volume de serviços no Brasil teve alta de 2,3% no primeiro quadrimestre de 2024, frente a igual período de 2023. Já o acumulado dos últimos 12 meses foi 1,6%.

Mato Grosso do Sul chegou a 6ª posição entre as capitais

Conforme a pesquisa, a maioria Unidades da Federação, 20 das 27, assinalaram expansão no volume de serviços em abril de 2024, na comparação com março de 2024.

No ranking entre as UFs, Mato Grosso do Sul figurou a 6ª posição entre os locais que apontaram taxas positivas no mês de abril. Os impactos mais importantes ocorreram em São Paulo (0,6%) e Minas Gerais (3,2%), seguidos por Bahia (5,7%) e Distrito Federal (5,4%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (-0,7%), Tocantins (-22,5%) e Paraná (-1,0%) exerceram as principais influências negativas do mês.

No quadrimestre, MS acumula queda de -4,3%

Na comparação com abril de 2023, a expansão do volume de serviços no Brasil (5,6%) foi acompanhada por 23 das 27 UFs. A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (5,7%), seguido por Minas Gerais (9,0%), Rio de Janeiro (4,8%), Paraná (7,1%) e Santa Catarina (9,4%). Em sentido oposto, Rio Grande do Sul (-2,6%) liderou as perdas do mês, seguido por Mato Grosso do Sul (-5,4%) e Tocantins (-8,1%).

Já o acumulado do primeiro quadrimestre de 2024, mostra que se comparado ao igual período do ano passado, o avanço do volume de serviços no Brasil (2,3%). Entre os destaques positivos estão: São Paulo (1,1%), Rio de Janeiro (4,1%) e Minas Gerais (5,6%), seguidos por Paraná (5,6%), Santa Catarina (6,7%) e Distrito Federal (4,6%).

Por outro lado, Rio Grande do Sul (-1,7%), Mato Grosso (-4,2%) e Mato Grosso do Sul (-4,3%) registraram as influências negativas mais importantes sobre índice nacional.

Setor de turismo cresceu 2,3% em abril

O setor de atividades turísticas teve alta de 2,3% em abril, na comparação com março. Segundo mês seguido no positivo, com ganho acumulado de 2,4%. O segmento se encontra 4,7% acima do patamar pré-pandemia e 3% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Na perspectiva nacional, houve equilíbrio, em dez dos 12 locais pesquisados. Entre as influências positivas destacam-se São Paulo (3,7%), seguido por Minas Gerais (4,9%), Distrito Federal (4,4%) e Paraná (2,9%). Em sentido oposto, Rio Grande do Sul (-3,6%) e Rio de Janeiro (-0,5%) assinalaram os principais recuos.

Conforme o IBGE, no acumulado do primeiro bimestre deste ano, as atividades turísticas registram crescimento de 0,3% frente a igual período do ano passado.

Setor de transportes impulsiona crescimento

Aeroporto Internacional de Campo Grande
Foto ilustrativa (Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)

Entre os setores que impulsionam esse crescimento no país, o maior volume corresponde ao transporte de passageiros, com alta 10,2% na passagem de março para abril. Dessa forma, o segmento ficou 3,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 20,5% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Se comparado ao mês de abril de 2023, o setor contabiliza uma expansão de 9,9%, após registar cinco resultados negativos consecutivos. Já no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, houve recuo de 3,0% frente a igual período de 2023.

O volume do transporte de cargas também teve variação positiva, 0,2% em abril, com isso, o segmento ficou 6,3% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 34,1% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro 2020).

Na comparação com abril de 2023, o indicador teve crescimento de 3,4%, após queda de 8,2% em março. Já no acumulado do ano (primeiro quadrimestre), o transporte de cargas avançou 1,1% no confronto contra o período homólogo.

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