Saída da Vale de Corumbá vai impactar em mil empregos e R$ 33 milhões por ano

A Vale anunciou que vai vendar todas as empresas na região Centro-Oeste, o que inclui as mineradores de ferro e manganês em Corumbá, além de uma empresa de logística
| 05/04/2022
- 18:24
Vale
Prefeitura de Corumbá está atenta, mas não esconde preocupação. Foto: Ascom da Prefeitura de Corumbá

A saída da Vale do município de Corumbá, mesmo com garantia da mineradora em afirmar que as negociações em busca de um novo player estão avançadas, vem gerando duas preocupações no município: a possibilidade de perder mil empregos, além da formação de um rombo de R$ 30 milhões anuais na arrecadação.

Corumbá, município localizado a 426,7 km de Campo Grande, tem um perfil minerador na economia. Tanto é que, por ano, a prefeitura recebe cerca de R$ 33 milhões referentes à CFEM (Contribuição para o Financiamento da Extração Mineral). Como a Vale responde por 90% deste tributo no município, caso esse novo player não inicie as atividades o quanto antes, haverá perda de arrecadação. Outro problema está relacionado aos empregos: a Vale gera 1 mil oportunidades de trabalho no município.

Prefeitura emite nota sobre saída Vale

Em nota, a Prefeitura Municipal de Corumbá informou que está acompanhado com atenção essa movimentação no setor minero-siderúrgico da região. No momento, a maior preocupação da prefeitura é com a manutenção dos empregos gerados pela mineradora, que diretamente mantem cerca de mil funcionários. “O Município, juntamente com o Governo do Estado, torce para que o plano de expansão proposto para os próximos anos, também seja adotado pela empresa que assumir a operação desses ativos”, disse a prefeitura em nota.

Em seguida, a prefeitura acrescentou que o município e o Governo do Estado, ao longo de todos esses anos, também fomentam a revitalização da que aumentará substancialmente a opção de logística para essa expansão. A ferrovia permitiria tanto atender o mercado interno, que já demanda consideravelmente o minério extraído aqui, como também o mercado externo, através das conexões com as ferrovias da Bolívia, e Chile, acessando os Portos do pacífico, facilitando a logística para o mercado asiático.

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