Massa falida da Usina São Fernando pode ter novo dono nesta sexta-feira

Duas empresas, uma de São Paulo e outra de MS, disputam o negócio bilionário que pode impactar arrecadação em Dourados
| 18/03/2022
- 15:59
Propostas serão analisdas nesta sexta-feira pelo conselho de acionistas
Propostas serão analisdas nesta sexta-feira pelo conselho de acionistas - Reprodução

Uma reunião entre credores da massa falida da São Fernando, que está em liquidação judicial, pode decidir o destino da empresa e também dos trabalhadores. A assembleia que acontece nesta sexta-feira (18) também irá impactar na arrecadação de ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) em Dourados.

Na mesa de negociações do (Banco Nacional do Desenvolvimento) e do Banco do Brasil, que são os dois principais credores da massa falida da São Fernando, estão as duas propostas. Uma é de Serrana (SP) e outra de Nova Andradina (MS). As duas empresas querem comprar a usina, cujo processo se arrasta na Justiça há cinco anos.

Apesar da empresa estar há mais de um ano sem moer um pé de cana, conforme o Jornal O Valor, o negócio parece lucrativo e prevê a movimentação de centenas de milhões de reais para saber quem ficará com o empreendimento financiado pelos dois bancos estatais brasileiros em nome de José Carlos Bumlai.

Um dos impasses é que a proposta de uma das empresas pode fragmentar a usina e levar máquinas e equipamentos para outra cidade, deixando milhares sem emprego e impactando diretamente na arrecadação do município.

A proposta prevê o pagamento de R$ 661 milhões em 20 parcelas anuais, com entrada e caução de R$ 10 milhões e mais 19 parcelas de R$ 20 milhões, que sofrerão reajuste de 5% ao ano. Dessa forma, os depósitos começam com o valor de R$ 21 mi e terminam na casa dos R$ 50,5 mi, conforme cronograma apresentado pela proponente.

“Os bens de objeto do edital poderão ser levados a outras unidades produtivas a critério da proponente, sem que esta opere a massa falida da usina”, propõe a empresa. Com essa observação, a cláusula abre a possibilidade da empresa levar os equipamentos e o maquinário da usina para fora de Dourados, sem precisar manter a operação na cidade.

A outra proposta prevê o pagamento de R$ 690 mi pela massa falida em 30 parcelas de R$ 20 mi com entrada e caução de R$ 10 mi. Segundo o cronograma de pagamento, o depósito iniciaria na casa dos R$ 22 mi e terminaria em cerca de R$ 88 mi, totalizando mais de R$ 1 bilhão.

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Ritmo havia sido interrompido pela pandemia da covid.

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