Ativos de emergentes atraíram cerca de US$ 1,1 bi em janeiro, diz IIF

Em relatório, o IIF aponta que o investimento estrangeiro em ações e bônus
| 04/02/2022
- 04:37
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O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) estima que os ativos de mercados emergentes atraíram US$ 1,1 bilhão em janeiro. Segundo a entidade, formada pelos 500 maiores bancos do mundo e sediada em Washington, o fluxo em ações ficou negativo em US$ 3,4 bilhões, enquanto o fluxo em bônus de dívidas foi positivo em US$ 4,5 bilhões.

Em relatório, o IIF aponta que o investimento estrangeiro em ações e bônus em mercados emergentes teve um freio "abrupto", com investidores retirando dinheiro desses mercados no ritmo mais rápido desde março de 2021, em quadro de cautela com condições monetárias mais apertadas, tensões geopolíticas e o temor de que muitas economias emergentes "não se recuperarão rápido o suficiente da pandemia neste ano".

Para o instituto, a perspectiva tem piorado, com a variante Ômicron e a expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.

"No geral, o primeiro mês do ano foi de maior volatilidade nos mercados, levando investidores a deixar ativos de mercados emergentes", afirma o IIF.

Já o fluxo em bônus da ficou positivo em US$ 9 bilhões, sustentado pelo relaxamento do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês). "Os mercados veem a China reagindo mais rápido que outros mercados emergentes", resume.

O IIF destaca ainda os "desafios" causados pela inflação para os emergentes. O monitoramento mostra menor fluxo para os bônus desses países, enquanto bancos centrais apertam a política monetária em 18 dos 20 principais emergentes monitorados.

Em janeiro, a dívida de emergentes, excetuando-se a China, teve saída de US$ 4,5 bilhões, "apesar do bom desempenho dos bônus em moeda local entre muitos emergentes", diz o IIF. Segundo ele, as turbulências nos mercados acionários em nações desenvolvidas gerou reflexos entre emergentes exceto a China, com saída desses mercados acionários de US$ 3,2 bilhões.

O IIF acredita que haverá "uma diferenciação maior" na dinâmica de fluxos para os emergentes, com alguns países potencialmente se beneficiando dos preços mais altos de commodities e de bancos centrais mais relaxados. "Se a volatilidade persistir, porém, a perspectiva poderia piorar", adverte.

Ao olhar o quadro por regiões, o IIF destaca a entrada de US$ 6,5 bilhões na América Latina, mas diz que isso se deve sobretudo a uma recente emissão de bônus internacional do México Por outro lado, a Ásia emergente foi a região mais atingida, com saída de US$ 6,2 bilhões, enquanto outras regiões mostraram "apenas ganhos marginais".

 

 

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