Alimentação, habitação e saúde: pesquisa do IBGE mostra o que ficou mais caro em Campo Grande

No mês de janeiro, o IPCA registrou 0,62% na Capital
| 09/02/2022
- 18:28
Preços nos mercados continuaram subindo em setembro

O (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de janeiro, em Campo Grande, foi de 0,62%, 0,15 ponto percentual acima da taxa de 0,47% de dezembro. Foi a maior variação para um mês de janeiro desde 2020 (0,53% em janeiro de 2021), quando o cálculo do índice foi atualizado a partir da Pesquisa de Orçamento Familiar 2018 (POF).

Entre os produtos e setores que tiveram mais inflação, estão o de alimentos, habitação e saúde. Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 11,02%, acima dos 10,38% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a variação mensal foi de 0,53% em Campo Grande.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Campo Grande, todos tiveram alta de preços em janeiro. A maior variação veio de Vestuário (1,38%). Na sequência, vieram Artigos de Residência (1,17%), e Alimentação e bebidas (0,90%), grupo este que contribuiu com o maior impacto no índice do mês (0,195 pontos percentuais).

Além disso, destacam-se as variações de Habitação (0,69%) e Transportes (0,35%), que tiveram impacto de 0,10 p.p. e 0,08 p.p., respectivamente. O grupo Despesas pessoais teve alta de 0,52%. Os demais ficaram entre os grupos Saúde e cuidados pessoais (0,18%), Educação (0,29%) e Comunicação (0,65%). O grupo Alimentação e bebidas (0,90%) teve o maior impacto no índice em janeiro, e a alimentação no domicílio passou de 0,53% em dezembro para 0,96% em janeiro.

Os principais destaques foram a batata-inglesa (18,03%), a cebola (7,20%), o feijão-carioca (5,25%) e as carnes (1,83%). Além disso, os preços do café moído (2,87%) subiram pelo 13º mês consecutivo (desde janeiro de 2021), acumulando alta de 64,73% nos últimos 12 meses. No lado das quedas, houve recuos nos preços da melancia (-7,18%), alho (-3,55%), carne de porco (-2,71%), queijo (-2,47%) e do frango em pedaços (-1,28%). A alimentação fora do domicílio (0,68%), também acelerou em relação ao mês anterior (0,59%). A refeição passou de 1,08% em dezembro para 0,29% em janeiro, enquanto o lanche passou de -0,34% em dezembro para 0,75% em janeiro.

Gás de botijão recua após 18 meses de alta

O grupo Habitação (0,69%) retraiu em relação a dezembro (0,76%), sendo o destaque a alta da taxa da água e (6,06%), devido ao reajuste de 6,70% em Campo Grande, que começou a vigorar a partir de 1º de janeiro.

Outro destaque fica para a queda de 0,42% do gás de botijão, após 18 meses de alta. Destaque também para os subitens cimento (2,49%), aluguel residencial (2,17%) e tinta (1,20%) que aceleraram em relação ao mês anterior. As maiores baixas vieram dos subitens material hidráulico (-1,49%), energia elétrica residencial (-2,07%) e saco de lixo (-2,29%).

Aumento no preço do veículo próprio compensa quedas em transporte por aplicativo e combustíveis. O grupo Transportes teve aumento de 0,35% e impacto de 0,08 p.p., retomando o ciclo de aumentos que vinha sendo registrado desde 2020. O acumulado em 12 meses ficou em 21,98%. O item transporte público foi o responsável pelo maior impacto negativo (-0,076 p.p.). Dentre seus subitens, transporte por aplicativo registrou a maior queda e o maior impacto negativo (-21,76% e -0,187p.p.).

Já dentro do item combustíveis, a gasolina registrou queda de 0,4% e impacto de -0,037 p.p. Os combustíveis acumularam um aumento de 38,63% em 12 meses. Os maiores aumentos foram registrados no subitem veículo próprio (1,68%), com impacto de 0,2 p.p. no índice. O subitem automóvel usado, com aumento de 1,94%, teve o maior impacto (0,055 p.p.).

Produtos farmacêuticos e cuidados pessoais

No grupo saúde e cuidados pessoais (0,18%) houve estabilidade no período. Alta nos subitens artigos de maquiagem (4,92%), óculos de grau (2,85%) e produtos para pele (2,56%). As principais quedas vieram nos subitens que compõem o item produtos farmacêuticos (-0,94%), destacando-se os subitens neurológico (-2,19%), psicotrópico e anorexígeno (-2,39%) e hormonal (-1,68%).

 

Veja também

Venda para o segundo semestre deverá ter números melhores, de acordo com série histórica da Fenabrave

Últimas notícias