Cotidiano / Economia

Pelo terceiro mês consecutivo, Campo Grande registra aumento de famílias endividadas

São 65,7% das famílias campo-grandenses; cartão de crédito é o maior vilão, seguido pelo carnê

Em número absolutos, são 207.227 famílias da Capital endividadas em abril.
Em número absolutos, são 207.227 famílias da Capital endividadas em abril. - (Foto: Arquivo/Midiamax)

Campo Grande registrou um aumento no percentual de famílias endividadas pelo terceiro mês consecutivo. A Capital possui um total de 65,7% de pessoas endividadas, segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

Em número absolutos, são 207.227 famílias endividadas em abril, um aumento de 10 mil em relação ao mês de março, quando o levantamento indicou 197.619 famílias endividadas, um total de 62,7%.

O grande vilão continua sendo o cartão de crédito, que corresponde a um total de 56,8% entre as fontes de dívidas dos campo-grandenses, logo depois aparece o carnê com 27,6%. Financiamento de casa vem logo em seguida com 15% e depois financiamento de carro com 13,3%.

Do total registrado em abril, 34,5% têm contas em atraso e 14,2% não terão condições de pagar as dívidas. Os muito endividados somam 14,7%, os pouco endividados 27,3%, já os que não possuem dívidas do tipo são 34,3%.

Meses anteriores

Desde novembro de 2020 esse percentual registrava uma queda que começou em 62,8% em outubro, caindo para 61,6% no mês seguinte, até chegar aos 57,8% em janeiro de 2021. Após esse período o percentual votou a subir, foram 59,3% em fevereiro, 62,7% em março e 65,7 em abril.

"Ainda estamos vivendo os reflexos da economia durante esse longo período de pandemia. Tudo oscila muito rápido e as consequências de perda ou diminuição de renda percebemos no aumento do endividamento e da inadimplência. Apesar do número de famílias com contas em atraso estar praticamente estável, as que não terão condições de saldar as dívidas aumentou um pouco em relação a março", explica a economista do IPF-MS (Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS), Daniela Dias.

Jornal Midiamax