Cotidiano / Economia

Mesmo com safra recorde, Governo Federal zera alíquota de importação de grãos

Alta do dólar e grande demanda internacional fizeram com que safra recorde não fosse autossuficiente em 2021

Guilherme Cavalcante Publicado em 22/04/2021, às 09h38

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Foto ilustrativa | Reprodução

O Governo Federal suspendeu até o fim do ano a alíquota do imposto de importação do milho, à soja, ao óleo de soja e ao farelo de soja, com base em decisão do Gecex (Comitê-Executivo de Gestão) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Conforme a resoluçao Gecex nº 189, publicada no DOU (Diário Oficial da União) do último dia 20, a medida entra em vigor sete dias após a publicação, com término de vigência em 31 de dezembro de 2021.

Não é a primeira vez que o Ministério da Economia adota essa estratégia: em outubro do ano passado, a Camex já tinha autorizado a suspensão do imposto de importação para o milho até 31 de março de 2021, e da soja, do óleo em bruto e da farinha e pellets até 15 de janeiro de 2021.

A medida foi adotada, à época, porque havia expectativa de estabilização na alta do dólar. Além disso, previa-se que a safra de grãos neste ano possibilitaria autossuficiên, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais. Todavia, o dólar seguiu em alta, o que afetou ainda mais os preços nacionais.

A safra dos grãos foi recorde, com colheita de 109 milhões de toneladas de milho e de 135,5 milhões de toneladas de soja. Ainda assim, os preços internos seguiram em alta, diante do aumento da exportação frente ao dólar alto.

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