Cotidiano / Economia

Empresas têm 1 mês para aderir a programa que reduziu salários de mais de 12 mil em MS

Ministério da Economia já informou que o BEM não será prorrogado

Gabriel Maymone Publicado em 29/07/2021, às 13h03

Mais de 12 mil trabalhadores negociaram acordos pelo programa BEM, do governo federal
Mais de 12 mil trabalhadores negociaram acordos pelo programa BEM, do governo federal - Reprodução

Empresas têm um mês para aderir ao BEM (Programa Emergencial de Preservação do Emprego e Renda), que permite a suspensão temporária de contratos de trabalho e redução de jornadas e salários. Em Mato Grosso do Sul, mais de 12 mil trabalhadores tiveram salário e jornada reduzidos por conta do programa.

O prazo final para cadastramento no BEM é 25 de agosto deste ano. Todos os acordos celebrados em MS foram firmados em maio e têm até 120 dias de duração. O Ministério da Economia já confirmou que não haverá prorrogação do programa. 

“O programa, criado em 2020, foi fundamental para a preservação de milhões de empregos e postos de trabalho em todo país, sem dúvidas. O relançamento em 2021 manteve o emprego em diversos setores e a possibilidade de adesão ainda é uma realidade para muitos profissionais e empregados", afirma Thomas Carlsen, COO e cofundador da Mywork, startup especializada em controle de ponto online e gestão de departamento pessoal para pequenas e médias empresas.

O trabalhador que tiver o contrato suspenso ou o salário e jornada reduzidos terá o direito à estabilidade por um período igual ao do acordo de suspensão ou redução. Ou seja, aquelas empresas que celebrarem acordos no último mês do prazo terão que oferecer o direito à estabilidade durante todo o mês seguinte ao acordo, quando os colaboradores retornarem às atividades.

Segmentos afetados

O setor que mais celebrou acordos em MS foi o de serviços, a maioria de hotéis e restaurantes, que fecharam 1.995 acordos.

A indústria também sofreu o impacto da crise econômica da pandemia. Somente o setor de fabricação de calçados celebrou 1.411 acordos.

Na sequência, aparece o comércio, com destaque para o setor varejista de vestuário e acessórios, com 482 contratos acordados.

O setor de agropecuária teve 294 acordos registrados e, por fim, a construção civil com 288.

Jornal Midiamax