Cotidiano / Economia

Construtores ajustam estoques, mas alta nos preços dos materiais ainda preocupa em MS

Em 2020, o setor sofreu com a escassez de matéria-prima e obras chegaram a ser paralisadas

Mariane Chianezi Publicado em 20/06/2021, às 11h00

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De arquivo, Midiamax

No final do ano passado, os construtores de Mato Grosso do Sul enfrentaram escassez nos materiais para construção e precisaram se adequar às altas sofridas nas tabelas de preços. Atualmente, já passada a metade de 2021, o segmento finalmente ajustou o estoque para conseguir manter os trabalhos, mas a instabilidade nos preços ainda preocupa a categoria.

Conforme o presidente da Acomasul (Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul), Diego Canzi Dalastra, o setor superou o desafio de se ajustar à nova realidade em meio carência de matéria-prima e aos longos prazos de entrega.

“Com relação à escassez, a situação não está tão grave como no ano passado, mas ainda não se normalizou. O prazo de entrega de um material de construção que antes era 15 dias ou 20 dias, hoje está levando até 90 dias. Por mais que o próprio comércio tenha se autorregulado, ainda sofremos com o prazo de entrega”, explica.

O outro problema é que, em meio à crise decorrente da pandemia, os materiais de construção também vêm sofrendo constantes reajustes e, em meio a escassez já mencionada, houve situações em que obras foram paralisadas devido à falta de matéria.Assim, qase um ano depois da ‘pane’ no setor, os materiais seguem sofrendo constantes reajustes nos valores e instabilidade é a “dor de cabeça” dos construtores.

“Com relação aos custos, está tendo aumentos constantes, o mercado ainda não se estabilizou, a cada 60 dias vem um novo aumento e ainda continua tendo inflação nos materiais de construção”, comenta Dalastra.

Variação de 575% no interior

Em abril, a prefeitura de Dourados, através do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) realizou pesquisa de preços de materiais de construção em 12 estabelecimentos. Durante o levantamento foi encontrada diferença de até 575% nos valores repassados ao consumidor. 

O ferro vergalhão 5mm apresentou 575% de diferença entre o estabelecimento com o preço mais alto e o mais baixo. O Vaso Sanitário Acoplado branco apresentou diferença de 520% entre o local com menor e maior preço.

A diferença geral de preços entre o estabelecimento com preço mais barato e com preço mais caro foi de 24,07 %. Foram encontrados nesta pesquisa, 22 produtos com variação acima de 50%, entre o menor e o maior preço de um estabelecimento para outro. 

Jornal Midiamax