Cotidiano / Economia

Após pressão de comerciantes, acordo de reabertura do Paraguai inclui fronteiras com MS

Depois de anunciar que acordo de reabertura do comercio na fronteira só beneficiaria inicialmente Ciudad del Este e Foz de Yguazú, Paraguai e Brasil voltaram atrás e incluíram Pedro Juan Caballero e Ponta Porã e também Salto del Guairá e Mundo Novo. O protocolo bilateral foi assinado virtualmente pelos dois países. A informação que o […]

Marcos Morandi Publicado em 16/09/2020, às 21h52 - Atualizado às 22h38

Reabertura do comércio será gradual e passa por cumprimento de acordo. (Foto: Reprodução)
Reabertura do comércio será gradual e passa por cumprimento de acordo. (Foto: Reprodução) - Reabertura do comércio será gradual e passa por cumprimento de acordo. (Foto: Reprodução)

Depois de anunciar que acordo de reabertura do comercio na fronteira só beneficiaria inicialmente Ciudad del Este e Foz de Yguazú, Paraguai e Brasil voltaram atrás e incluíram Pedro Juan Caballero e Ponta Porã e também Salto del Guairá e Mundo Novo. O protocolo bilateral foi assinado virtualmente pelos dois países.

A informação que o acordo deixaria de fora a principal fronteira com Mato Grosso do Sul foi dada pelo ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni na terça-feira (15). Segundo ele, a minuta do acordo “gradual, parcial e temporário” estava praticamente pronto e só valeria para a Ponte da Amizade, na fronteira com o Paraná.

Entretanto a fala do ministro paraguaio acabou repercutindo negativamente entre comerciantes de Pedro Juan Caballero, que atribuíram a declaração a uma falha na  comunicação e que não aceitariam a exclusão.

“Conseguimos sobreviver até agora, mas ninguém aguenta mais. Se reabrirem em Ciudad Del Este terão que fazer o mesmo aqui  também ”, disse  presidente da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, Victor Barreto, ressaltando que retomariam o diálogo para pedir esclarecimentos sobre as medidas.

Segundo ele, a aplicação do protocolo anunciado pelo governo paraguaia é bem mais fácil de ser feita entre as duas cidades gêmeas (Pedro Juan Caballero e Ponta Porã). “Esses termos já foram bem estudados por aqui e entendemos não haver dificuldades em coloca-los em prática aqui na nossa região”, afirmou Victor.

Entenda o acordo

“O entendimento visa implementar uma modalidade de comércio fronteiriço entre os dois países, que permita contribuir para a reativação econômica dos municípios fronteiriços com a República Federativa do Brasil, no contexto das restrições à mobilidade transnacional impostas pelo combate ao o Covid-19 ”, diz um trecho do documento.

Durante a reunião virtual, que contou com a participação do chanceler paraguaio, Antonio Rivas, do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo e dos embaixadores no Paraguai e no Brasil, Flávio Soares Damico e Juan Ángel Delgadillo, centros logísticos de comércio fronteiriço em áreas próximas à fronteira entre Ciudad del Este e Foz de Yguazú, Pedro Juan Caballero e Ponta Porã e, finalmente, Salto del Guairá e Mundo Novo.

No encontro entre representantes dos dois países, também ficou detalhado que os centros logísticos serão únicos para cada cidade fronteiriça e funcionarão na zona aduaneira primária ou em zonas definidas pelas autoridades de cada país, às quais entrarão os cidadãos de ambos os países, exclusivamente para a retirada das mercadorias adquiridas e posteriormente eles terão que retornar aos seus países.

Além disso, foi decidido que cada centro logístico deve aplicar as medidas de controle necessárias em matéria aduaneira e de imigração e, em particular, o estrito cumprimento dos protocolos de saúde estabelecidos em cada um dos países.

O novo acordo também estabelece que os brasileiros façam na fronteira com o Paraguai de até US $ 500 sem impostos, valor limite estabelecido pelo Mercosul em acordos anteriores sobre turismo ou regime de bagagem. Os itens comprados seriam retirados dos centros de logística. Entretanto, o tempo de permanência dos turistas não pode ultrapassar 24 horas.

Jornal Midiamax