Cotidiano / Economia

Alta da carne infla preço nos restaurantes de Mato Grosso do Sul

Quem costuma sair aos finais de semana para ir em restaurantes ou hamburguerias, já deve ter percebido que o preço dos alimentos que vão carne, inflacionou nos últimos dias. Os empresários que trabalham com gastronomia e usam carne bovina no cardápio perceberam a variação no valor da compra e a baixa oferta do produto. O […]

Mariane Chianezi Publicado em 21/11/2019, às 13h26 - Atualizado às 17h13

Foto: Ilustrativa
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Quem costuma sair aos finais de semana para ir em restaurantes ou hamburguerias, já deve ter percebido que o preço dos alimentos que vão carne, inflacionou nos últimos dias.

Os empresários que trabalham com gastronomia e usam carne bovina no cardápio perceberam a variação no valor da compra e a baixa oferta do produto. O presidente da Abrasel-MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) Juliano Wertheimer, pontuou que os empresários não tiveram outra opção ao não ser aplicar a alta no preço repassado ao cliente.

” Os proprietários de bares, restaurantes e hamburguerias já sentiram um aumento considerável no preço da carne e vinham tentando absorver essa alta, mas chegaram no seu limite e não têm outra alternativa, a não ser repassar parte para os preços oferecidos aos clientes”, disse.

Fatores

Um dos motivos, de acordo com matéria publicada no Jornal A Folha de São Paulo, nesta quarta-feira (20), é que desde o fim de 2018, a China enfrenta queda da produção de suínos devido a uma grave crise sanitária na suinocultura, o que a obrigou a elevar as compras externas e a procura de outras proteínas, como a bovina.

O Brasil, o principal exportador mundial de carne bovina e de frango, foi beneficiado por essa demanda chinesa, afetando diretamente o mercado interno.

De acordo com Eduardo Fornari, proprietário do Vermelho Grill, fatores como a peste suína na China, a abertura do mercado para aquele País, com novas plantas homologadas, além do final da safra, com poucas chuvas, afetou diretamente os preços da carne.

“A tendência é subir um pouco mais e só será normalizado quando as chuvas mais intensas chegarem e os produtores tiverem mais animais para oferecer”, informou Fornari.

Segundo pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgada na segunda-feira (19) em uma semana o valor da arroba cresceu mais de 12% em MS.

Jornal Midiamax