Cotidiano / Economia

Indústria do MS demanda profissionais de nível técnico

A média dos salários era de R$ 2.153

Diego Alves Publicado em 06/03/2018, às 22h37

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A média dos salários era de R$ 2.153

A construção, os serviços industriais de utilidade pública e os derivados de petróleo e biocombustíveis, representam, ao lado de outros segmentos, 83,6% da indústria do Mato Grosso do Sul. Só em 2016, o setor industrial gerou 122.255 empregos formais no estado. A média dos salários era de R$ 2.153.Indústria do MS demanda profissionais de nível técnico

Apesar de ser um bom resultado, ainda há déficit de mão de obra qualificada para atuar no setor. Um levantamento feito pela empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup, aponta que, em todo o país, 61% das empresas brasileiras querem contratar, mas têm dificuldades de encontrar pessoas capacitadas para trabalhar, principalmente em áreas de nível técnico.

Avaliando esse cenário, o diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, fala sobre as oportunidades que o sistema oferece para estudantes que desejam fazer um curo técnico.

De acordo com ele, a movimentação econômica depende dos trabalhos técnicos das empresas e essa é uma boa oportunidade para quem quer sair da lista dos desempregados.

“A educação profissional técnica é algo importante na realização dos projetos de vida dos jovens brasileiros, bem como algo importante para aumentar a nossa produtividade do trabalho e aumentar a competitividade das empresas”, comenta Lucchesi.

Analistas enxergam os cursos técnicos como a maneira mais rápida de conseguir um emprego. De acordo com o professor da PUC-SP e especialista em Pensamento Estratégico e Gestão de Pessoas, Maurício Sampaio, essa modalidade de ensino supera, inclusive, os cursos de nível superior quando o assunto é entrar mais rápido no mercado de trabalho.

“O ensino técnico, para mim, é uma porta de entrada no mercado de trabalho, mas veloz até do que a própria faculdade. Eu acho que ele vai te dar condições específicas. Nem todo mundo tem essa mão de obra qualificada. Por isso muito gente desempregada. Então, para muita gente, o ensino técnico eu vejo como um grande caminho”, afirma Sampaio.

De acordo com um estudo encomendado pelo Senai, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, os profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.

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