Cotidiano / Economia

Conformados com queda de 30% nas vendas, lojistas preferem fechar as portas durante jogos do Brasil

Durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo, as ruas da Capital ficam desertas. Parece até feriado, não há trânsito nas ruas e algumas lojas até fecham. Os jogos, que sempre acontecem em horário de expediente, podem causar um prejuízo aos lojistas. Segundo a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), os comerciantes percebem uma redução de 30% no volume de vendas em dias de partida.

Mylena Rocha Publicado em 03/07/2018, às 16h54 - Atualizado às 17h05

"Já tentamos deixar aberto, mas não adianta, não tem clientes", diz comerciante.
"Já tentamos deixar aberto, mas não adianta, não tem clientes", diz comerciante. - "Já tentamos deixar aberto, mas não adianta, não tem clientes", diz comerciante.

Durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo, as ruas da Capital ficam desertas. Parece até feriado, não há trânsito nas ruas e as portas do comércio se fecham. Os jogos, que sempre acontecem em horário de expediente, podem causar um prejuízo aos lojistas. Segundo a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), os comerciantes percebem uma redução de 30% no volume de vendas em dias de partida.

Devido à pouca movimentação de pessoas no Centro da Capital, lojistas sem conformam com a situação e até preferem fechar as portas durante as 3 horas de jogo. É o caso do empresário Antônio Carlos Talure, dono de três lojas na Capital. Segundo ele, abrir no horário da partida do Brasil na Copa não compensa. “Todo mundo fecha, as lojas do Centro e do Shopping param. Não adianta ficar aberto, não temos venda. Preferimos fechar, os funcionários aproveitam, assistem ao jogo e só depois abrimos”, explica.

A CDL confirma que a maioria dos lojistas prefere fechar durante o jogo devido ao movimento fraco nas ruas. “Fica definido que cada lojista opta por deixar aberto ou fechar, a maioria prefere fechar, dependendo do horário. Se for um jogo cedo, as lojas abrem mais tarde, após o jogo. Se for no meio da tarde, fecham e só reabrem após o jogo, ou nem reabrem”.

A proprietária de uma loja no centro da Capital, que preferiu não se identificar, também acredita que não vale a pena abrir em horário de partida. “A gente fecha e abre depois do jogo, ou dependendo do caso, nem abrimos mais. A gente já tentou deixar a loja aberta, mas não adianta, não tem cliente”, conta.

Não só os pequenos e médios comércios da Capital optam por fechar as portas em dia de jogo da Seleção. O Shopping Campo Grande, por exemplo, não funciona durante as partidas. A direção do Shopping não informa se há prejuízos, mas afirma que foi uma decisão estratégica. “A direção do shopping decidiu proporcionar a interrupção nos turnos a fim de que tanto clientes como lojistas e vendedores tivessem oportunidade de acompanhar os jogos”.

Na contramão de outros comércios, o Shopping Bosque dos Ipês resolveu não só continuar aberto como investir para atrair clientes durante os jogos. O Shopping informa que transmite os jogos em um telão de LED na praça de alimentação, possui um espaço para a troca de figurinhas e fará um Campeonato Mundial de Futebol de Botão. “Nesta segunda-feira (2), durante o jogo do Brasil contra o México, o Shopping Bosque dos Ipês recebeu torcedores e o local lotou, alavancando as vendas”, afirma o coordenador de marketing, Diogo Bulhões.

Jornal Midiamax