Cotidiano / Economia

Prefeitos da Capital gastaram 53,19% da receita com pessoal em 2015

Limite prudencial é de 54%

Evelin Cáceres Publicado em 24/02/2016, às 15h22

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Limite prudencial é de 54%

Campo Grande fechou 2015, incluindo o período em que o prefeito Alcides Bernal reassumiu a administração, com gasto de folha de pagamento de 53,19% R$ 2,44 bilhões de receita líquida do ano, segundo apresentação do balanço do terceiro quadrimestre feito nesta quarta-feira (24) na Câmara.

Segundo Disney Fernandes, Secretário de Receita, houve crescimento corrente de 1,35 %, representando um déficit financeiro na margem de 9%, considerando a taxa de inflação do ano.

Para o secretário, o maior desafio da administração foi no cumprimento da folha de pagamento fixa e no déficit financeiro de crescimento contínuo na previdência.

Na folha de pagamento de pessoal, por exemplo, a Prefeitura gastou 53,19%, ficando em margem perigosa do cumprimento da lei de responsabilidade fiscal, cujo teto máximo e de 54%.

O gasto prudencial (51,3%) deveria ter ficado em torno de 1,253 bilhões, ou seja, metade do que foi gasto. "Trabalhamos na margem das limitações legais. Mexemos onde havia possibilidade, como plantões de médicos e diminuição de pagamento de comissionados. Ainda assim, essas manobras apresentam pouco impacto na receita total, considerando despesas fixas", disse o secretário.

Ainda assim, Disney garantiu que o ano de 2016 começou com as contas equilibradas. “O único desafio é a questão da previdência”. Como alternativa, o secretário apontou a contratação de professores efetivos, o que aumentaria a arrecadação.

“O compromisso que fazemos é de quitar todos as despesas fixas no mês corrente (fornecedores, folha etc). Parcelar grandes dívidas acumuladas e reorganizar fluxo de caixa. Agora eu tenho condições de falar que dá pra reorganizar vias. Tenho condições de falar manutenção e novos investimentos. Mas é uma reorganização que poderia levar dois anos”. 

Jornal Midiamax