Cotidiano / Economia

Mudança no financiamento de imóveis usados anima mercado na Capital

Vendas de casas caíram 30% no ano passado

Midiamax Publicado em 11/03/2016, às 11h50

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Vendas de casas caíram 30% no ano passado

O anúncio de mudanças no financiamento de imóveis, feito pela Caixa Econômica Federal, animou corretores de Mato Grosso do Sul. Eles esperam que a nova portaria, que deve vigorar a partir do dia 24 de março, aqueça o mercado.

A Caixa Econômica Federal anunciou que aumentará de 50% para 70% o total de financiamento de imóveis usados. Não chega a 80%, como antigamente, mas já anima os corretores, que também comemoram a abertura de financiamento para quem já tem imóvel parcelado.

“Começa a valer dia 24, mas já deu uma movimentada boa. Acreditamos que dará uma aquecida nestes imóveis, que tinham reduzido muito a procura. Em 2015 nós tivemos uma queda de 20% a 30% nas vendas. Quem queria um imóvel de R$ 300 mil tinha que pagar R$ 150 mil a vista”, analisou o diretor do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul, Willian Moraes.

O diretor acredita que a mudança vai turbinar a venda de usados e também de novos. “Muita gente vende o usado para comprar o novo. A venda dos novos também tinha sido afetada. Se não consegue vender seu usado, o cara não vai compra o novo, porque precisa deste dinheiro. O mercado ficou muito animado com esta alteração”, comemorou.

Willian também espera aquecimento por conta da autorização de dois financiamentos por pessoa. “Também ajuda bastante. Eu tenho um imóvel e quero comprar outro para, por exemplo, deixar para os filhos. A Caixa não aceitava ter imóvel no nome e comprar outro. Também é muito favorável”, declarou.

O corretor Luiz Leite também está confiante, embora não tenha noção do impacto. Ele relata apenas que já há uma procura para novas simulações, o que garante negociações. “Alguns já entraram em contato para colocar a venda seus imóveis, porque sabem que vai ter um impacto muito grande”, declarou.

Embora não tenha noção do impacto nas vendas, Luiz comemora o fato de voltar a conversar com os clientes. “Só do cliente retornar para negociações que estavam paradas a três, quatro ou cinco meses já é muito positivo”, comemorou.

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