Cotidiano / Economia

Hidrovia Tietê-Paraná é reativada e MS tem alternativa para escoamento da produção

Ponto estava interrompido desde maio de 2014 por causa da estiagem

Midiamax Publicado em 27/01/2016, às 21h23

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Ponto estava interrompido desde maio de 2014 por causa da estiagem

Após quase dois anos de interrupção devido a estiagem, a Hidrovia Tietê-Paraná foi reativada nesta quarta-feira (27). A governadora em exercício do Estado, Rose Modesto com o secretário da Semade, Jaime Verruck, da solenidade de reabertura no trecho do reservatório da Usina de Nova Avanhandava, em Buritama/SP.

Segundo Rose, a hidrovia tem importância estratégica e representa desenvolvimento e oportunidade de crescimento para Mato Grosso do Sul. “Nosso Estado jovem, de potencial, é forte no agronegócio. E esse investimento em logística e infraestrutura feito pelo Governo de São Paulo vai contribuir para o escoamento de nossa safra, que é uma das maiores do país”, explica.

Tietê-Paraná e um dos principais corredores de exportação do Brasil e ocupa importante papel de escoamento de cargas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Paraná.

Com o retorno da navegação, Mato Grosso do Sul tem oportunidade de escoar a produção pelo Rio Tietê, além das rodovias. “Pelo rio, nossa produção vai até Pederneiras e depois até Porto de Santos. Dá mais competitividade e menos custo para aquilo que produzimos”, afirma o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck.

A cerimônia também contou com as presenças dos governadores Geraldo Alckimin (SP), Beto Richa (PR) e Pedro Taques (MT).

Sobre a interrupção

O ponto de navegação em Buritama estava interrompido para a passagem de embarcações desde maio de 2014, por causa do baixo nível dos reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira. Ele chegou a ficar com 1 metro de altura, sendo que o nível recomendável para navegação, segundo o Departamento Hidroviário do Governo de São Paulo, é de 2,2 metros.

DivulgaçãoA suspensão das atividades de transporte no rio atingiu cargas vindas principalmente de São Simão/GO e Três Lagoas/MS, que compreendem soja, milho, celulose e madeira. Conforme Alckmin, seis milhões de toneladas/ano de produtos deixaram de ser escoadas pelo modal, o que fez aumentar o número de caminhões pelas rodovias do Centro-Sul do País. “Um comboio de navegação equivale a 200 caminhões trafegando nas estradas. Agora, nossa expectativa é fazer com que o escoamento de 100 mil caminhões/ano seja feito pela hidrovia”, explicou.

Ainda conforme o governador de São Paulo, obras de infraestrutura serão realizadas no trecho mais baixo do Rio Tietê para que estiagens futuras não voltem a interromper o fluxo de embarcações. “Vamos fazer 10 quilômetros de explosão nas pedras, substituir pontes e fazer dragagens para ganhar na logística e diminuidor custos. As obras serão realizadas com recursos do Governo Federal e do Governo Paulista.

De acordo com o Programa de Eliminação de Gargalos, Extensões e Terminais da Hidrovia Tiete-Paraná, produzido pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, até outubro de 2015, cinco obras foram concluídas, três em andamento, uma em andamento por intermédio do BNDES, quatro paralisadas – complementação a contratar, uma em licitação e 24 a licitar na hidrovia.

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