Cotidiano / Economia

Estradas ruins fazem produtores gastar até 20% mais com frete em MS

Escoamento encarece valor com a produção 

Midiamax Publicado em 19/01/2016, às 16h40

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Escoamento encarece valor com a produção 

Os pecuaristas e agricultores de Mato Grosso do Sul estão gastando mais com a produção neste ano. As chuvas que atingem o Estado desde novembro deixaram muitas estradas intransitáveis, além do rompimentos de pontes em alguns municípios. Os desvios aumentam a quilometragem e encarecem o valor do frete em até 20%.

Quem depende do campo no Estado vai desembolsar mais em 2016. “A quilometragem já aumentou em cerca de 60% devido as chuvas. Não tem como passar em muitas estradas. O desvio é a saída. Se você passa de 100 quilômetros, paga mais, ou seja, se aumenta a quilometragem, consequentemente, aumenta o valor do frete”, explica o pecuarista de Iguatemi, Edson Palla.

A soja começa a ser colhida em alguns municípios. “Na maioria das cidades, o grão começa a ser enviado em fevereiro. E se as estradas continuarem ruins, vai aumentar o trajeto em decorrência da quilometragem, e assim aumentam as dificuldades. Isso tudo reflete no valor do frete”, explica o assessor da presidência do Setlog (Sindicato de Empresas de Transporte de Cargas e Logística) Dorival Oliveira. Segundo ele, o quilômetro rodado para sete eixos está na faixa de R$ 5,00 e para 9 eixos R$ 5,50 no Estado.

A previsão não é animadora para os próximos dias, quando a safra começa a ser colhida. “O volume vai aumentar e os envios também. Não temos caminhões suficientes para encaminhar, e quando falta caminhão o preço sobe. As estradas também não estão boas, podem estragar os caminhões mais fácil. Com tudo isso, podemos considerar um aumento de 15% a 20%”, diz Dorival.

Muitos produtores de soja já falam em 10 reais a mais para cada tonelada enviada, como é o caso de Yoshihiro Hakamada, presidente do Sindicato Rural de Naviraí. “Nós enviamos pela MS 487, mas tem um rompimento na altura do ponto fiscal da foz do Rio Amambaí, então precisamos ir pela BR 163, o que encarece o envio do grão”, diz. Hakamada tem uma propriedade em Douradina e embarca soja para o Porto de Maringá.

De acordo com Dorival, cada tonelada encaminhada de Naviraí sai por R$ 55,00 hoje, valor que pode subir para R$ 68 no próximo mês com a demanda e pouca oferta de caminhões, além das dificuldades nas estradas. 

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