Cotidiano / Economia

Empresários do turismo cobram do governo do Estado conclusão do Aquário do Pantanal

A obra foi retomada em abril deste ano após escândalo 

Midiamax Publicado em 03/08/2016, às 17h15

None
aquario_dg_0.jpg

A obra foi retomada em abril deste ano após escândalo 

A secretária-geral da Fecomércio/MS (Federação do comércio de Mato Grosso do Sul), Denire Carvalho, e a secretária-executiva do Cetur (Conselho Empresarial do Turismo e Hospitalidade), Nilde Brun, reuniram-se na tarde de terça-feira (2) para discutir as obras do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. A reunião também teve a presença do de 28 empresários de setores do turismo do secretário de Meio Ambiente, Jaime Verruck.

A obra, que já demora quatro anos para ser finalizada, envolveu-se em polêmicas pelo atraso, morte de espécies de peixes e pelas denúncias contra as empresas responsáveis, que são alvo da Operação Lama Asfáltica, que investigou o envolvimento da empresa Proteco Construções LTDA – subcontratada pela empresa Egelte -, responsável pelas obras. Agora, os setores do turismo pretendem divulgar um manifesto, com o objetivo de mostrar a importância da conclusão das obras para a economia do estado.

Lama Asfáltica

A construção foi paralisada em novembro de 2015 em razão da Proteco, uma das principais empresas investigadas pela Lama Asfáltica, de propriedade de João Amorim, empresário e um dos pivôs da operação. Com prisão preventiva durante a terceira fase da investigação, João Amorim conseguiu a liberdade no início de julho. As obras só foram retomadas em abril deste ano.

A empresa Egelte alegava  ter repassado a construção para Proteco Construções. O impasse foi solucionado somente no dia 17 de março com intermediação da Justiça. A empresa e assinou um acordo homologado junto a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). 

Em junho de 2015, relatório produzido pelo O laboratório Anambi e entregue à Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) afirmava a mortalidade de 80,8% dos peixes que estavam em quarentena no Aquário.

(arquivo/Midiamax)

O acordo definiu que a Egelte seria responsável pela obra, que aguarda cerca de 5% da estrutura para ser finalizada. O empreendimento já teve cerca de R$ 200 milhões investidos e tem prazo máximo de 11 meses para o final. O governo disse, à época da celebração do acordo, que seria necessário fazer um levantamento mais detalhado para definir o valor que será pago a empresa por meio de aditivo.

Turismo

Representantes do Grupo Cataratas, responsável por gerenciar o empreendimento após a entrega, estiveram reunidos recentemente com o CeTur e apresentaram proposta de trabalho. Para a secretária executiva do Conselho, a obra perde de gerar receitas para o estado.

“Quanto mais rápido esta obra for concluída, melhor será para todo o Mato Grosso do Sul, porque enquanto está parado o empreendimento também deixa de gerar receitas”, comentou.

Ainda assim, o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo, Sebastião Rosa, expressou que o aquário gerou otimismo no setor. “Campo Grande há muito tempo é carente de um atrativo de peso que motive o turista a vir, ficar um dia ou dois dias a mais. Hoje a Capital acaba servindo de corredor para os turistas que passam em direção ao Pantanal ou Bonito”, declarou.

Em reunião, Jaime Verruck explicou à representante da Fecomércio e aos empresários que o governo tem ‘espera’ dar uma resposta dentro de 15 dias, e espera posicionamento da justiça, que estuda o aditivo do contrato ou a abertura de nova licitação. A Egelte atua na execução do valor que ainda resta do contrato vigente, de R$ 6 milhões.

Jornal Midiamax