Cotidiano / Economia

Ano começa ‘apertado’ e sobe número de campo-grandenses com prestações atrasadas

Menos pessoas estão tentando negociar dívidas

Kemila Pellin Publicado em 27/02/2016, às 19h08

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Menos pessoas estão tentando negociar dívidas

O campo-grandense não está conseguindo colocar as contas em ordem no começo deste ano. Segundo o boletimda ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), a inadimplência cresceu nos primeiros meses de 2016, enquanto o IRC (Índice de Recuperação de Crédito) apresentou queda, ou seja, mais gente devendo e menos gente tentando quitar as dívidas.

Segundo a associação, tanto o INC (Índice de Negativação do Comércio) quanto o IRC foram desenvolvidos com base fixa definida pela média do desempenho do ano de 2014, onde valores acima de 100 pontos ultrapassam a média e abaixo de 100 são inferiores. Em janeiro de 2016 o INC encerrou o mês com 307 pontos, representando mais que o dobro do índice registrado no mesmo período de 2015, que foi de 154 pontos.

O dado superou também o mês de dezembro, que registrou 219 pontos. “Nos primeiros 16 dias de janeiro, o comportamento do indicador foi bastante semelhante a 2015, entretanto, nas duas últimas semanas o crescimento foi explosivo. Podemos analisar que uma das causas desse movimento é o término dos recursos adicionais provenientes do 13º, e a partir daí as famílias não tiveram condições de honrar seus compromissos, resultando em um aumento nas negativações registradas”, analisa o economista da ACICG, Normann Kallmus.

Ao contrário do INC, a recuperação do primeiro mês do ano alcançou 390 pontos, contra os 121 registrados no mesmo período de 2015, e 103 os em 2014. O fator preocupante, é que houve queda em relação a dezembro de 2015, quando o mesmo indicador atingiu 435 pontos. “Isso o levou para o mesmo patamar de agosto de 2015, momento no qual as famílias contavam com a perspectiva de receitas adicionais pelo 13º salário”, compara o economista.

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