Cotidiano / Economia

Postos fazem ‘promoção relâmpago’ e baixam preço da gasolina na Capital

Alta dos preços afastou clientes e fez aumentar a disputa de mercado

Midiamax Publicado em 24/02/2015, às 19h52

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Alta dos preços afastou clientes e fez aumentar a disputa de mercado

A alta dos preços dos combustíveis causou queda no movimento dos postos de Campo Grande. Alguns deles, para não quebrar, somado ao aumento da disputa interna de mercado, optaram por fazer “promoção relâmpago”, abaixando quase 35 centavos o preço do litro da gasolina.

Quem estava acostumado a ver o litro da gasolina beirando a casa dos R$ 3,50, vai se surpreender ao ver alguns locais com o litro a menos de R$ 3,20. O preço do etanol também foi reduzido. Mas o alerta do Jornal Midiamax é: aproveite. Em conversa com os proprietários, a revelação é que a promoção pode acabar a qualquer momento.

Reduzir para não perder

Caio Gueno, proprietário do Auto Posto Gueno, na Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Rua 13 de Maio, é um exemplo. Para não ficar no prejuízo, resolveu baixar o litro da gasolina para R$ 3,19. “Não diminuiu o preço do produto, nem o frete, nem a carga tributária. É uma opção, uma disputa interna de mercado. O mercado retraiu, muitos postos estão sentindo o prejuízo”, relata.

Gueno destaca que nem ele sabe até quando vai a promoção relâmpago do seu posto. “Pode acabar amanhã ou semana que vem. Abaixamos para buscar clientela”.  A estratégia do proprietário é, com o litro mais barato, vender 22 mil litros por dia para cobrir as despesas. Com o litro a R$ 3,48, o posto estava vendendo 10 mil litros por dia. Neste posto o etal hoje custa R$ 2,39, ontem, poré, o combustível estava R$ 2,29, mas não pode ser mantido, por causa de recente reajuste da companhia.

O proprietário do posto chama a atenção dos consumidores para a qualidade do combustível. “Tem redes que revendem produtos de várias companhias. É preciso tomar cuidado. Às vezes o preço é menor, mas é bem pior”.

O Posto Alloy, na Fernando Côrrea da Costa, vizinho do posto acima, também fez o mesmo: baixou o preço da gasolina para R$ 3,15. “É disputa em busca de consumidores.  A rede deu a possibilidade de vendermos mais barato”, relata o gerente Valtemir da Silva. O etanol também está com o preço mais baixo, a R$ 2,29, desde a semana passada.

No Jardim Paulista, proprietário de posto da Rui Barbosa perto da Eduardo Elias Zahran diminuiu o preço da sua gasolina de R$ 3,29 pra R$ 3,16. Antes da alta ele vendia 150 mil litros de combustível no mês. Hoje o número caiu para 100 mil. A tática para então não sofrer na disputa é: equilibrar o preço para não perder para a concorrência.

Quem agradece são os consumidores. “Estava abastecendo etanol. Agora que vi a gasolina a R$ 3,16, aproveitei para colocar 30 reais”, conta Nilton Aparecido Móveis. Precavido, Rogério Aparecido fez o mesmo. “Já coloquei logo 40 reais, vai que sobe o preço amanhã”.

Sindicato confirma legalidade

De acordo com a Sinpetro/MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul) a “baixada” de preço nada mais é que tática de mercado dos proprietários dos postos, que buscam diminuir a concorrência.

Segundo a assessoria, não há nenhuma novidade no preço dos combustíveis e o Governo Federal não sinalizou nenhum aumento nas próximas semanas.

Gasolina sofreu maior variação de preço

Pesquisa do Procon/MS divulgada nesta terça-feira (24) mostrou variações de preços dos combustíveis nos postos da Capital, realizadas entre os meses de janeiro e fevereiro de 2015. A gasolina comum apresentou a maior variação entre os combustíveis analisados, 14,10%, seguida do etanol com 13,81%, da gasolina aditivada 12,30% e do diesel com 9,66%.

Em janeiro, a gasolina tinha valor médio de R$ 3,05. Em fevereiro o valor do litro do mesmo combustível passou a custar R$ 3,48 na maioria dos postos da capital. Em caráter de comparação, o litro do diesel custava em janeiro R$ 2,90; o do etanol R$ 2,10; e da gasolina aditivada era comercializada nas bombas pelo valor de R$ 3,09 o preço médio.

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