Cotidiano / Economia

OAS vai reduzir despesas e pode vender ativos por dívidas

Os ratings da OAS estavam em observação negativa desde 19 de novembro.

Gerciane Alves Publicado em 04/01/2015, às 12h44

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Os ratings da OAS estavam em observação negativa desde 19 de novembro.

Um dia após falhar com o compromisso de pagar juros de títulos de dívida, a empreiteira OAS informou neste sábado que vai adotar um plano expressivo de redução de despesas e pode vender ativos para reequilibrar sua posição financeira.

“Em função das dificuldades de acesso a mercado de crédito, está em discussões com alguns de seus principais credores de forma a possibilitar uma reestruturação financeira organizada”, informou a companhia em nota.

Na sexta-feira, a agência de classificação de risco Fitch cortou a nota de crédito da OAS e suas subsidiárias para “C”, de “B+”, após a empresa deixar de pagar juros de uma emissão de dívida de 400 milhões de dólares com vencimento em 2021. O valor a ser pago era de 16 milhões de dólares.

Os ratings da OAS estavam em observação negativa desde 19 de novembro, refletindo temores da Fitch com o impacto da operação Lava Jato da Polícia Federal que investiga denúncia de corrupção envolvendo a Petrobras e várias empreiteiras do País.

A OAS Investimentos detém fatia de cerca de 24% na Invepar, companhia que integra o consórcio que administra a concessão do aeroporto de Guarulhos. O grupo ainda participa das concessões da Linha Amarela e do Metrô, ambas no Rio de Janeiro.

Segundo a Fitch, a OAS informou ter recursos de R$ 1 bilhão no fim de dezembro. No final de setembro, a OAS tinha dívida de R$ 7,7 bilhões e R$ 1,4 bilhão em recursos e títulos negociáveis.

“A companhia pretende apresentar um plano de reestruturação financeira a todos seus credores e também informou que adotou um plano de redução de despesas expressivo e estuda a venda de determinados ativos para reforçar sua liquidez”, afirmou a OAS neste sábado.

Para auxiliar no processo, a empresa contratou como assessores financeiros a G5 e a Evercore, e como assessores legais os escritórios Mattos Filho e White & Case LLP.

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