Cotidiano / Economia

Intenção de consumo cai 13% em Campo Grande e preocupa comércio

Pesquisa aponta que população está mais cautelosa

Isaias Domingues Publicado em 21/05/2015, às 19h55

None
capa_1.jpg

Pesquisa aponta que população está mais cautelosa

A população campo-grandense está mais cautelosa e gastando menos, conforme destaca a pesquisa de Intenção do Consumo das Famílias da Capital, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), nesta quarta-feira (20). Segundo a CNC, o índice caiu 13% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em 102,8 pontos.

Em contraponto a pesquisa também mostra que 48,8% da população consideram que a renda atual está melhor do que a mesma data do ano passado e 56% têm expectativas de melhora profissional nos próximos seis meses.

O presidente da Associação Comercial de Campo Grande, João Carlos Polidoro, explica que os comerciantes também estão preocupados com atual situação do mercado e que já trabalham com projeções menores, entendendo e compartilhando o temor da população. “Os consumidores estão cautelosos em função do quadro econômico do País. Estão com medo do desemprego e sofrendo com aumentos em diversas áreas, como energia e combustível, então a única alternativa é economizar no que pode”, destaca Polidoro.

De acordo com a pesquisa da CNC, 74,9% dos entrevistados acreditam que manterão as compras nos mesmos níveis de igual período em 2014, ou terão que diminuir ainda mais os gastos, como destaca Cesar Ortega, de 52 anos, pastor. “A situação está complicada, as coisas estão mais caras e o nosso dinheiro vale cada vez mais curto, o único jeito é apertar o cinto”, explica.

Os comerciantes também não conseguiram se mostrar otimistas diante das perspectivas de venda, comentando que 2015 tem sido um ano muito difícil e que nem as datas comemorativas estão conseguindo impulsionar o comércio. “Desde o começo do ano só tivemos queda. Na semana das mães melhorou um pouco, mas mesmo assim ficamos uns 40% abaixo do que no ano passado, não precisamos nem contratar ninguém para ajudar, como precisamos fazer todo ano”, destaca Jenifer da Silva Santos, vendedora em uma loja de presentes.

Sobre as datas comemorativas, Polidoro explicou que no Dia das Mães, nas compras a prazo, as vendas tiveram aumento de 1,55% em relação a 2014, mas apenas em lojas especializadas em presentes. No comércio em geral as metas não foram superadas.

Jornal Midiamax