Cotidiano / Economia

Guardar dinheiro pode ser a solução para enfrentar a crise econômica do país

A economia deve melhorar apenas em 2016

Kemila Pellin Publicado em 20/06/2015, às 17h41

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A economia deve melhorar apenas em 2016

Desde o inicio de 2015 os brasileiros vêm sentido o impacto da crise econômica que assombra o país. A inflação tem se mantido em alta, com expectativas de fechar o ano em mais de 8,5% e as vendas tem caído significativamente em todos os setores. No comércio varejista, por exemplo, apenas cinco estado apresentaram variação positiva em abril, sendo MS um deles.

Para enfrentar esse período de instabilidade financeira, os economistas já alertam que a melhor solução é economizar e guardar dinheiro. A economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, Marcela Kawauti, destaca que com o aumento do desemprego e da inflação, o risco de cair na inadimplência é cada vez maior.

“As pessoas têm o costume de comprometer toda a renda com as parcelas. Quando vem o desemprego ou algum imprevisto, não tem para onde correr. É preciso antecipar um futuro não muito bom e fazer uma reserva financeira”, recomenda a Marcela.

Para isso a economista ressalta que não milagre, é necessário cortar despesas, principalmente com gastos supérfluos, como diminuir as idas a restaurantes, por exemplo. “Privilegie as compras à vista. Se não tiver dinheiro, espere dois ou três meses economizando”, sugere.

Outro passo para evitar a inadimplência, segundo a economista, é trocar dívidas mais caras por mais baratas, como tomar crédito consignado, com taxa média de juros de 26,9% ao ano em abril, segundo o Banco Central, para pagar o cartão de crédito, hoje com taxa do rotativo em 347,5% ao ano. “Do mesmo jeito que o consumidor pesquisa os preços de uma geladeira antes de comprar, precisa pesquisar as taxas de juros mais adequadas”, destaca a economista.

Outra solução é fazer a portabilidade de crédito, ou seja, levar o empréstimo de um banco para outro que ofereça taxas menores.

Para quem já caiu na lista dos inadimplentes, a solução, segundo orientação de economistas, é renegociar a dívida, começando pelas mais caras. “Se está em uma situação muito difícil, perdeu o emprego, é importante ser proativo na gestão da dívida. Existe uma maneira de renegociar. Pode parcelar por um período mais longo, negociar desconto de juros. Comece pelas dívidas mais caras como cartão de crédito e cheque especial, senão vira uma bola de neve de um mês para o outro”, orienta o economista Alexandre Nobre, sócio da RCB Investimentos, empresa de aquisição e gestão de carteiras de crédito e recebíveis.

Os economistas destacam que os principais fatores que levam à inadimplência atualmente é odesemprego e a alta dos preços. “A inflação come do bolso do indivíduo”, diz Nobre. E o desemprego, ressalta, tem atingido principalmente a indústria, em segmentos como da construção civil, petróleo e gás e veículos.

Conforme os economistas, apenas em 2016 poderemos sentir uma melhoria na economia. “Não acho que a inadimplência esteja muito descontrolada, mas há uma piora gradual”, diz Nobre. Para o economista, a melhora deve acontecer em meados do primeiro semestre do ano que vem, com a economia se recuperando.

De acordo com o SPC Brasil, mais de 2 milhões de brasileiros entraram para a lista de inadimplentes entre dezembro de 2014 e maio deste ano. No total, o SPC estima que em amio havia cerca de 56,5 milhões inadimplentes.

Jornal Midiamax