Cotidiano / Economia

Fundação de pesquisa confirma foco de ferrugem asiática na soja em Chapadão do Sul

Em outras regiões do Brasil já há confirmação de focos da doença

Midiamax Publicado em 02/01/2015, às 18h26

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Em outras regiões do Brasil já há confirmação de focos da doença

Foi diagnosticado dia 30 de dezembro o primeiro foco de ferrugem asiática na cultura da soja na safra 2014/15, na região dos Chapadões, no município de Chapadão do Sul. A responsável pelo diagnóstico foi a pesquisadora Alexandra Botelho, da Fundação Chapadão.

De acordo com a pesquisadora, as folhas com ferrugem foram enviada por técnicos da fazenda da região de Chapadão do Sul, procedente da cultivar Anta 82, no estágio R 5 (fase enchimento de grãos), na área do foco o produtor já havia efetivado as primeiras aplicações com fungicida específico para o controle da ferrugem.

A Fundação vinha alertando aos produtores quanto a esta possível ocorrência, pois as condições de clima (umidade e temperatura) estavam propícias ao desenvolvimento da doença. Os produtores devem continuar o monitoramento e as aplicações nas áreas já programadas. Nos talhões em que a soja estiver na fase de R1, há necessidade de proceder as aplicações, e nas áreas que a soja estiver na fase vegetativa há necessidade de intensificar o monitoramento para tomada de decisão quanto à necessidade de aplicação e produto a ser aplicado.

Outra prática que deve ser adotada pelo produtor é o manejo antirresistência, que compreende as ações que definidas pelo Consórcio Antiferrugem: usar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos; não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e utilizar no máximo duas aplicações dos produtos contendo SDHI por cultivo; os fungicidas devem ser usados preventivamente; evitar aplicações em alta pressão de doença e de forma curativa; incluir todos os métodos de controle de doenças, dentro do programa de manejo integrado.

Em outras regiões do Brasil já há confirmação de focos da doença. Assim, o alerta dos pesquisadores é para que os produtores e consultores fiquem atentos, pois os prejuízos provenientes do descuido do controle da doença podem ser bastante comprometedores para o agronegócio soja, dentro e fora da propriedade.

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