Cotidiano / Economia

Envolvida no petrolão, SBM é convidada pela Petrobras para licitação

Empresa anunciou ter recebido uma carta da estatal, informando que ela está apta para disputar concorrência

Clayton Neves Publicado em 28/09/2015, às 13h42

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Empresa anunciou ter recebido uma carta da estatal, informando que ela está apta para disputar concorrência

A empresa holandesa SBM Offshore informou nesta segunda-feira que foi convidada pela Petrobras para participar de uma licitação para construir plataformas em campos do pré-sal. A companhia estava há mais de um ano impedida de firmar contratos com a estatal por envolvimento no caso de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Em comunicado, a SBM afirma que recebeu uma carta da estatal, dizendo que ela está habilitada para disputar a concorrência nos campos de Libra e Sépia, situados na camada do pré-sal. “Isso se segue a uma análise ampla dos padrões de compliance do grupo pela Petrobras, incluindo seu departamento decompliance”, diz a nota.

Em março, a companhia holandesa firmou com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) um memorando de entendimentos que pode resultar em um acordo de leniência. “A SBM Offshore continua em diálogo ativo com as autoridades brasileiras”, disse ainda o comunicado.

No ano passado, a SBM confessou ter oferecido propina a funcionários da Petrobras com o objetivo de ser beneficiada em licitações da estatal. As investigações foram conduzidas por autoridades holandesas após denúncias feitas na Lava Jato e posteriormente compartilhadas com a CGU.

O ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, confirmou em acordo de delação premiada que a empresa holandesa pagava propina em troca de benefícios em licitações. Barusco confessou ainda que pediu a Júlio Faerman, representante da SBM no Brasil, que desse um “reforço” de 300.000 dólares para a campanha presidencial da presidente Dilma Rousseff em 2010. Recentemente, Faerman também assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal,no qual concordou em repatriar 54 milhões de dólares que estavam depositados em bancos suíços.

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