Cotidiano / Economia

Dólar sobe mais de 1% ante real, de olho em Grécia

A moeda dos EUA subiu 1,42%, a R$3,1021 na venda

Diego Alves Publicado em 19/06/2015, às 22h55

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A moeda dos EUA subiu 1,42%, a R$3,1021 na venda

O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real nesta sexta-feira (19), com investidores usando o quadro de preocupações com a Grécia como uma oportunidade para reajustarem suas posições após as quedas recentes.

A moeda dos EUA subiu 1,42%, a R$3,1021 na venda, após acumular baixa de 4% neste mês até a véspera. Nesta semana, o dólar caiu 0,51% ante o real. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de U$1,3 bilhão.

“O mercado voltou a comprar dólares depois que a cotação voltou a perto de R$3,00 tendo em vista que a novela na Grécia continua”, disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

O Banco Central Europeu (BCE) expandiu seu financiamento de emergência para sustentar os bancos gregos, enquanto o fluxo de saques continuou nesta sexta-feira (19) antes de uma cúpula na semana que vem que pode definir se o país continuará na zona do euro.

Investidores temem que a Grécia seja incapaz de realizar o pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no fim deste mês, deprimindo o apetite por ativos de risco nos mercados financeiros globais.

No Brasil, o movimento de alta do dólar foi corroborado por compras após as quedas recentes, que tiveram como pano de fundo expectativas de que novas altas dos juros atraiam mais recursos externos ao país. Nesta sessão, investidores nos mercados de juros futuros passaram a apostar que a Selic  – hoje em 13,75% ao ano  – subirá a 14,75% após a surpresa com o IPCA-15 deste mês.

“Ninguém acreditava que o dólar cairia abaixo de R$3,00. Era questão de tempo até vir uma correção”, afirmou o superintendente de câmbio da corretora Tov, Reginaldo Siaca.

Essas operações também foram motivadas pela redução da oferta de swaps cambiais do Banco Central, a até 5,2 mil contratos por dia, que fortaleceu a percepção de que a autoridade monetária está disposta a tolerar um dólar mais forte para incentivar a atividade econômica via exportações enquanto eleva os juros.

O BC vendeu a oferta total no leilão de rolagem nesta manhã. Com isso, repôs o equivalente a U$4,442 bilhões ao todo, ou por volta de metade do lote total, que corresponde a U$8,742 bilhões.

Jornal Midiamax